Hang, Bolsonaro e até o PCO: linha do tempo mostra quem já foi alvo e os principais momentos do inquérito das fake news

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O inquérito das fake news, no qual o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), requisitou relatórios da Polícia Federal que citavam integrantes da Corte, é alvo de críticas há anos e, em março, completou seu sétimo aniversário. A mais recente crise na Corte máxima, agravada pela decisão do magistrado, reacendeu os debates sobre um possível encerramento da investigação. Veja a linha do tempo: Quaest: Eleitor de Cury rejeita três vezes mais continuidade de Lula do que volta de família Bolsonaro Agregador de pesquisas: Datafolha e Quaest alavancam Cury no Rali, e Flávio reduz distância para Lula; veja números Março de 2019 O procedimento é instaurado sem provocação do MP pelo então presidente do Supremo, Dias Toffoli, para investigar ataques ao STF. Toffoli entregou a relatoria a Alexandre de Moraes. Abril de 2019 Moraes determina a retirada do ar de reportagem da Crusoé e do site O Antagonista que mencionava Toffoli em contexto envolvendo a Odebrecht, sob a justificativa de fake news. A decisão foi revogada após recursos. Maio de 2020 Moraes expede 29 mandados de busca e apreensão contra blogueiros e empresários como Allan dos Santos, Luciano Hang, Otávio Fakhoury e o ex-deputado Roberto Jefferson. Seis parlamentares foram alvos, como Bia Kicis e Carla Zambelli. Junho de 2020 Após o inquérito ser alvo de questionamento, o STF declara a constitucionalidade da investigação por 10 a 1. O único a divergir foi o ministro Marco Aurélio Mello. Fevereiro de 2021 Moraes determina a prisão em flagrante de Daniel Silveira após a divulgação de vídeo com ataques e ameaças a ministros do Supremo e elogios ao AI-5. Agosto de 2021 O então presidente Jair Bolsonaro é incluído no inquérito a partir de notícia-crime encaminhada pelo TSE por declarações públicas com alegações de fraude nas urnas eletrônicas. Junho de 2022 O relator manda incluir no inquérito o Partido da Causa Operária, que defendeu a dissolução da corte em postagens. Para Moraes, as mensagens atingiram a honra do STF e TSE. Novembro de 2024 Moraes compartilha investigação sobre golpe com o das milícias digitais e das fake news. No relatório final do golpe, a PF citou as duas investigações, também sob relatoria de Moraes. Fevereiro de 2026 O inquérito passa a investigar acessos indevidos a sistemas da Receita Federal que teriam exposto dados sigilosos de ministros do STF e seus familiares. O presidente de sindicato de auditores, Kléber Cabral, é ouvido pela PF como investigado. Em entrevista, Cabral havia feito críticas à operação contra servidores por suspeita de vazamento de dados. Em carta a Fachin, OAB pede o fim do inquérito, manifestando “extrema preocupação institucional com a permanência e conformação jurídica de investigações de longa duração. Março de 2026 Moraes determina busca e apreensão contra o jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino.

Abril de 2026 Gilmar Mendes envia notícia-crime a Moraes solicitando que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) seja investigado no âmbito desse inquérito. O motivo é um vídeo publicado pelo pré-candidato à Presidência com críticas a Gilmar. Setembro de 2026 Em despacho protocolado no âmbito do inquérito das fake news, Moraes pede investigação do ministro André Mendonça por indícios de crimes na relatoria do caso Master. Fachin retira do inquérito o pedido.

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