247 – Centenas de haitianos se reuniram em Canaan, ao norte de Porto Príncipe, para protestar e rejeitar a presença de mais de 2.000 militares salvadorenhos no país. O envio do contingente por El Salvador ocorreu com o objetivo declarado de resgatar quatro soldados do país centro-americano — aerotécnicos membros da Força de Supressão de Gangues — que desapareceram em 18 de outubro em um bairro da capital haitiana, após serem alvos de uma emboscada por quadrilhas criminosas.
A magnitude desse contingente pode indicar que se trata de uma missão de longo prazo no território, e a operação já gera críticas internacionais por se transformar em uma ocupação militar. As informações são da teleSUR.
Durante as manifestações, comunidades e líderes locais denunciaram as incursões após o desaparecimento dos técnicos e repudiaram as operações militares estrangeiras implementadas na planície de Cul-de-Sac. Os manifestantes alertaram que tais operativos armados colocam a população civil em grave risco.
Como alternativa à crescente militarização, os haitianos exigiram respeito à soberania local e demandaram paz, além de investimentos em saúde e escolas. A atual presença militar ocorre em um momento em que o Haiti enfrenta a crise mais severa do hemisfério ocidental, que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), é superada globalmente apenas pelos conflitos na Palestina e no Sudão.
A violência generalizada perpetrada por gangues armadas no país já provocou o deslocamento forçado de 1,5 milhão de pessoas e afeta a vida de 6 milhões de haitianos.
Brasil 247