O GPA não pretende priorizar a abertura de lojas nos próximos anos e concentrará os investimentos na melhoria das unidades existentes, afirmou nesta quinta-feira (5) o presidente-executivo da companhia, Alexandre Santoro, durante teleconferência de resultados. “A gente não vê nada que tenha um retorno melhor para a companhia do nosso capital do que priorizar o parque existente”, disse.
O executivo afirmou que a companhia trabalha em três frentes para recuperar o negócio: resolver passivos estruturais, simplificar a operação e retomar o crescimento das vendas com rentabilidade e geração de caixa. Na área logística, o grupo pretende reduzir em 50% a área ocupada pelos centros de distribuição, eliminando espaços ociosos e concentrando operações.
“A medida é com esse intuito de otimização, racionalização do espaço que tem”, afirmou Santoro. Na frente comercial, a companhia iniciou no Rio de Janeiro o reposicionamento da bandeira Extra, com revisão de preços de mais de 2 mil produtos e retomada da proposta de preço baixo.
O grupo também avalia a oferta de serviços nas lojas, como cafeterias, peixarias e rotisserias, de acordo com a demanda de cada unidade. “Quando o volume não sustenta o serviço, a gente aumenta a complexidade, os custos e as perdas sem necessariamente melhorar a experiência de compra”, disse o presidente.
O diretor financeiro e vice-presidente executivo, Pedro Albuquerque, afirmou que o GPA capturou R$ 365 milhões em eficiências nos nove primeiros meses de 2026, o equivalente a 88% da projeção estabelecida. A companhia também reduziu em cerca de 20% o quadro corporativo desde o fim de 2025, principalmente na estrutura de suporte da sede.
Valor