Governo argentino diz ser “irrelevante” saber se Milei ajudou Flávio Bolsonaro a fugir do Brasil

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O governo do presidente argentino de extrema direita, Javier Milei, evitou esclarecer se participou da operação que permitiu a Flávio Bolsonaro deixar o Brasil e viajar aos Estados Unidos após sua derrota na eleição presidencial. Questionado sobre o eventual envolvimento de Milei, o porta-voz da Casa Rosada, Ravier, classificou como “irrelevante” saber se o presidente tinha conhecimento prévio da passagem do brasileiro pela Argentina.

As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva em que o representante do governo argentino foi pressionado a explicar as circunstâncias da entrada de Flávio no país e de sua posterior viagem aos Estados Unidos, com escala no Equador. “Não nos parece relevante, no que diz respeito a se houve, de fato, algo mais.

A realidade é que a entrada foi formal, certo?”, afirmou Ravier, ao ser questionado diretamente sobre a possível participação de Milei na operação, de acordo com o UOL.  O porta-voz sustentou que não houve irregularidades na passagem do brasileiro pelo território argentino e destacou a inexistência de um pedido internacional de captura.

“Não houve um pedido de captura internacional e não houve nenhuma irregularidade por parte do governo argentino em relação a Bolsonaro — sua entrada na Argentina e sua viagem aos Estados Unidos, com escala no Equador”, declarou. Porta-voz não esclarece se Milei conhecia o plano

Durante a coletiva, o jornalista insistiu em saber se o presidente argentino havia participado da articulação que permitiu a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Ravier não respondeu diretamente à pergunta e concentrou suas explicações na regularidade dos procedimentos migratórios.

“Bolsonaro não entrou por vias informais, passou pela aduana com documentação adequada e os agentes que registraram sua entrada a fizeram como qualquer pessoa que ingressa por meios adequados. Não havia, de novo, nenhuma informação, nenhum pedido de captura internacional”, afirmou.

O jornalista voltou a questionar se Milei desconhecia completamente o plano de fuga do candidato brasileiro derrotado. O porta-voz reconheceu não saber se o presidente argentino tinha alguma informação sobre a operação, mas insistiu que a questão não tinha importância para o governo.

“Nos parece irrelevante o fato de Bolsonaro sair do Brasil e entrar na Argentina”, declarou. O profissional de imprensa contestou a resposta e ressaltou a relevância de esclarecer se Milei sabia que Flávio Bolsonaro, seu aliado político, ingressaria na Argentina durante o deslocamento para os Estados Unidos.

Apesar da insistência, a Casa Rosada não confirmou nem negou eventual participação do presidente argentino nos preparativos da viagem. As explicações oficiais ficaram restritas à alegação de que a entrada de Flávio ocorreu regularmente e de que não havia ordem internacional de captura contra ele.

Governo argentino diz que divergências com Lula não afetarão comércio Antes dos questionamentos sobre a fuga de Flávio Bolsonaro, Ravier abordou as relações entre Argentina e Brasil após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O porta-voz destacou a importância dos vínculos comerciais entre os dois países e afirmou que as diferenças ideológicas entre Lula e Milei não deverão provocar mudanças nas relações econômicas bilaterais. Segundo ele, brasileiros e argentinos mantêm há muitos anos uma relação comercial consolidada, que deverá continuar independentemente das posições políticas dos respectivos presidentes.

Participação de Milei na Cúpula do Mercosul permanece indefinida Ravier também foi questionado sobre a presença do governo argentino na próxima Cúpula do Mercosul, prevista para os dias 4 e 5 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai.

O representante da Casa Rosada afirmou que, até aquele momento, não tinha informações sobre o recebimento de um convite formal para o encontro de chefes de Estado do bloco. Caso o convite seja encaminhado, acrescentou, o governo argentino avaliará a participação e comunicará à imprensa a decisão sobre a agenda de Javier Milei.

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