As escolas que quiserem oferecer acesso ao Google Search a alunos do ensino básico nos Estados Unidos terão, em breve, de habilitar o serviço manualmente. Com isso, também liberarão os recursos de inteligência artificial integrados ao buscador.
A mudança foi anunciada nesta terça-feira pela Alphabet, controladora do Google. Perda de valor: Alphabet cai 13% e perde US$ 500 bi em valor de mercado, a maior de sua história, após 'modo IA' no Google derrubar resultados
CEO da Nvidia é apontado como alvo de conspiração de espionagem chinesa Chris Phillips, vice-presidente e gerente-geral de Educação do Google, afirmou em publicação no blog da empresa que o Search, assim como o chatbot Gemini, o Gemini Notebook e o Gemini integrado ao Google Classroom, ficará desativado por padrão nas contas de alunos do ensino básico até que os administradores das escolas decidam habilitá-los.
O buscador, no entanto, continuará incluindo recursos de IA. A empresa informou que compartilhará mais detalhes com as escolas "nos próximos meses", antes da implementação da mudança.
Economia americana: PIB dos EUA cresce 3,4% no terceiro trimestre, na taxa anualizada, puxado por investimento em IA Segundo o Google, a decisão foi tomada após conversas com escolas, professores, pesquisadores e formuladores de políticas públicas.
Pressão de pais e escolas A mudança ocorre em um momento em que o Google, cujos Chromebooks são os laptops mais utilizados em salas de aula americanas, enfrenta resistência crescente de pais e redes de ensino ao uso de inteligência artificial.
Em agosto, a empresa ativou por padrão seu chatbot no Google Classroom para escolas que já permitiam aos alunos utilizar o Gemini, o que provocou críticas de dirigentes escolares. Será? Microsoft diz que novo laptop com chip da Nvidia supera MacBooks
No início de setembro, os dois maiores sistemas públicos de ensino dos Estados Unidos recuaram no uso de IA. A cidade de Nova York proibiu alunos até o oitavo ano de utilizar ferramentas de inteligência artificial generativa neste ano letivo.
Já o distrito escolar de Los Angeles bloqueou o acesso dos estudantes a essas ferramentas em dispositivos fornecidos pela rede, incluindo aplicativos independentes e recursos de IA incorporados ao Google Workspace. Samsung: Empresa tem lucro 15 vezes maior em divisão de semicondutores, mas resultado fica abaixo das estimativas
Com os novos controles do Google, essas redes de ensino terão de escolher entre oferecer aos alunos o Google Search com recursos de IA integrados ou ficar sem acesso ao buscador. IA também vai ajudar alunos com tarefas
A empresa também anunciou que o Guided Learning, modo de estudo lançado inicialmente no aplicativo Gemini, será incorporado ao Search. Quando os sistemas do Google identificarem que um aluno está buscando determinados tipos de ajuda com tarefas escolares, o buscador o conduzirá pela resolução do problema, etapa por etapa.
Um estudante que inserir um exercício de física ou pedir ajuda para elaborar um trabalho sobre um livro, por exemplo, receberá orientações para desenvolver os conceitos em vez de simplesmente pular direto para a resposta. Com avanço da IA: Microsoft vai abrir programa de demissão voluntária para 60 mil funcionários
O Google testará o Guided Learning integrado ao Search em algumas escolas americanas ainda neste mês. A empresa pretende ampliar a iniciativa para outros distritos depois de coletar avaliações dos professores.
Segundo o Google, pesquisas internas apontaram que o recurso proporcionou "ganhos mensuráveis de aprendizagem" entre os alunos, embora a publicação não cite avaliações independentes. O Guided Learning também passou a estar disponível mundialmente no Google Classroom a partir desta terça-feira.
Os professores podem atribuir atividades vinculadas ao conteúdo das aulas e acompanhar em tempo real quais alunos podem precisar de ajuda adicional. O Google afirmou que testou a versão do recurso no Classroom com escolas e educadores antes do lançamento.
O Globo