Quem é “pai de pet” provavelmente já notou e se encantou com a cena de um gato “amassando pãozinho”. Esse comportamento acontece desde a fase da amamentação para estimular a descida do leite, e segue por toda a vida.
O veterinário João Lacerda explica que o hábito fica marcado na memória afetiva do gatinho, e é associado a sensações de aconchego, calor e proteção. Quando o animal o faz, demonstra bem-estar.
O excesso, porém, requer atenção se houver sinais de ansiedade. Observar o conjunto de comportamentos e a linguagem corporal ajuda a diferenciar um momento de relaxamento de possíveis situações de estresse.
A mania de amassar superfícies surge nos primeiros dias de vida, quando o filhote pressiona as mamas da mãe para garantir a alimentação. Na vida adulta, ao encontrar uma situação de conforto, o gato reproduz o mesmo movimento, que fica gravado em sua memória como uma experiência de conforto.
Além de buscar aconchego, o ato serve para comunicação territorial. Como têm glândulas odoríferas nas patas, os animais deixam sinais olfativos ao massagear a região.
Segundo o especialista, “quando ele faz isso próximo ou sobre o tutor, pode estar associando aquela pessoa a um ambiente seguro e familiar.” Na maioria das vezes, o comportamento vem acompanhado de ronronar, olhos semicerrados e postura tranquila, confirmando que o bicho está relaxado e feliz.
Gatos desmamados muito cedo também podem sugar tecidos enquanto fazem o movimento, buscando uma forma extra de conforto. O professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) alerta que o quadro pode mudar em algumas situações.
Vale ficar de olho! “O comportamento merece atenção quando aparece de maneira muito intensa, repetitiva ou acompanhado de outros sinais de estresse, como esconder-se excessivamente, vocalização diferente, alterações no apetite, lambedura compulsiva, agressividade ou mudanças na rotina de sono e eliminação”, encerra.
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