Parlamentares do PL avaliam que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez certo ao fugir para os Estados Unidos, para evitar ser preso, mas temem as consequências da decisão para os integrantes da direita que ficaram no Brasil. A preocupação é de que, longe da influência do ministro do Supremo Alexandre de Moraes, o primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro passe a pressionar a base bolsonarista a adotar atitudes mais radicais no país.
Ministro Alexandre de Moraes é o relator do caso no STF Flávio não cumpriu a decisão de Moraes e embarcou com passaporte italiano
O movimento, na avaliação de lideranças da direita ouvidas pela coluna, pode colocar deputados federais e senadores do PL em uma verdadeira sinuca de bico entre a família Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal. A leitura é de que quem se recusar a seguir as orientações de Flávio corre o risco de ser taxado de “traidor” pelo clã Bolsonaro.
Já aqueles que acatarem as ordens podem acabar na mira do Supremo, sujeitos até mesmo a prisão. O temor, portanto, é de que a distância de Flávio amplie sua disposição para defender ações mais duras, enquanto os aliados que ficaram no Brasil tenham de lidar diretamente com as consequências políticas e jurídicas disso.
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