Gastroenterite no Rio: Secretaria Estadual de Saúde descarta surto da doença; saiba como evitar
Nas últimas semanas surgiu uma série de relatos de aumento de casos de gastroenterite no Estado do Rio, inclusive com postagens nas redes sociais disseminando informações equivocadas de que haveria um surto da doença, o que não é verdade, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES). O órgão explica que o fim do verão é uma época propícia a casos de gastroenterite por conta do calor, do maior consumo de alimentos fora de casa e de aglomerações, mas não é o caso de um surto da doença que, inclusive, tem tido menor incidência do que o mesmo período no ano passado.
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Apesar do susto gerado por alguns perfis médicos nas redes sociais, não há aumento de casos. De acordo com a secretaria, até o dia 12 de março, foram registrados 20.445 casos de gastroenterite no Estado do Rio de Janeiro. Em 2025, no período de janeiro até a primeira semana de março, foram registrados 32.422 casos da doença.
O que é gastroenterite?
A gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal, localizada no estômago ou no intestino, causada por um vírus, uma bactéria ou um parasita. Ela é transmitida pela via fecal-oral, quando esses microrganismos de fezes contaminadas chegam à boca, às vezes por mãos mal lavadas após usar o banheiro ou trocar fraldas, ao consumir alimentos e água contaminados ou pelo contato muito próximo com uma pessoa infectada.
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Os principais sintomas são diarreia, vômito e febre, e não necessariamente todos ao mesmo tempo. Nesses casos, a orientação da SES é manter hidratação com água e soro de reidratação oral. A pessoa deve procurar o serviço de saúde se os sintomas forem intensos, persistentes, especialmente em crianças, idosos e gestantes.
É possível reduzir o risco adotando cuidados simples no dia a dia. Veja abaixo:
Higienizar as mãos com água e sabão antes de comer ou preparar alimentos e após usar o banheiro;
Usar álcool 70% quando não houver água e sabão disponíveis;
Consumir alimentos bem cozidos;
Manter alimentos refrigerados e respeitar o tempo fora da geladeira (especialmente saladas, maionese, carnes e sobremesas);
Evitar alimentos com cheiro, aspecto ou sabor alterados;
Lavar bem as frutas, verduras e legumes;
Beber apenas água tratada, filtrada ou fervida e evitar alimentos expostos ao calor, sem refrigeração ou sem proteção contra insetos.
