Gastos da Amazon disparam em meio à desaceleração do crescimento das vendas on-line

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Amazon.com divulgou gastos de capital superiores ao previsto, enquanto a receita do comércio eletrônico apresentou desaceleração e as perspectivas da empresa para as vendas da temporada de festas indicaram que o negócio on-line não está pronto para uma recuperação rápida. A Amazon informou que gastou mais de US$ 77 bilhões em imóveis e equipamentos no terceiro trimestre, muito acima das estimativas dos analistas, enquanto dá continuidade aos esforços para construir centros de dados e atender à demanda por serviços de inteligência artificial.

Os gastos da empresa resultaram em uma saída de caixa livre de US$ 42,4 bilhões. A receita cresceu 12%, para US$ 201,9 bilhões, informou a Amazon nesta quinta-feira em comunicado.

As vendas no período de festas de fim de ano ficarão entre US$ 240 bilhões e US$ 247 bilhões, em comparação com a estimativa média dos analistas de US$ 244,5 bilhões. Embora a receita de sua unidade de nuvem, a Amazon Web Services, tenha acelerado pelo sexto trimestre consecutivo, houve sinais de crescimento lento em seus principais negócios.

As vendas online cresceram apenas 2%, para US$ 68,5 bilhões, a menor taxa de crescimento desde o início de 2023, quando a Amazon ainda enfrentava a recessão pós-pandêmica no varejo on-line. Os negócios da AWS se recuperaram este ano, impulsionados pelas vendas para empresas de inteligência artificial como a OpenAI e a Anthropic, que dependem, em parte, dos servidores da Amazon para alimentar seus modelos.

A Amazon também ampliou sua frota de data centers, aumentando sua capacidade de fornecer poder de computação às empresas. A empresa informou em julho que provavelmente gastaria US$ 220 bilhões em despesas de capital em 2026, um aumento em relação à previsão anterior, já que uma escassez de chips de memória restringiu a oferta.

A Amazon manteve essa previsão na quinta-feira. As ações caíram mais de 5% no pregão prolongado, após fecharem a US$ 243,79 em Nova York.

As ações haviam subido 5,6% neste ano até o fechamento desta quinta-feira. A decepção dos investidores com os resultados da Amazon é semelhante à reação ao relatório divulgado na quarta-feira pela rival Alphabet, controladora do Google.

A Alphabet divulgou números de vendas nas áreas de busca e publicidade que reforçaram as preocupações dos investidores quanto à ameaça que a IA representa para seu negócio principal, levando suas ações a uma queda de 13% no fechamento desta quinta-feira — o pior dia de todos os tempos para o título.

No trimestre, a Amazon registrou lucro por ação (EPS) de US$ 1,89, com receita de US$ 201,9 bilhões. Os analistas projetavam um EPS de US$ 1,97 e receita de US$ 202,25 bilhões, de acordo com as estimativas consensuais dos analistas da Bloomberg.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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