Fundador de empresa de crédito imobiliário põe culpa em banco por colapso

Fundador de empresa de crédito imobiliário põe culpa em banco por colapso - Foto
Fonte da notícia: Globo Globo

O fundador da Market Financial Solutions Ltd. (MFS), Paresh Raja, negou ter desviado recursos de sua empresa, afirmando que a credora imobiliária britânica — que apresentava rápido crescimento — caminhava para uma venda ou abertura de capital antes que o Barclays Plc desencadeasse seu colapso ao congelar contas importantes. Os responsáveis ​​pelo processo de liquidação da MFS processaram Raja exigindo 1,3 bilhão de libras (US$ 1,7 bilhão), alegando que ele saqueou o negócio para embolsar centenas de milhões de libras e financiar um estilo de vida extravagante. A MFS havia tomado empréstimos vultosos de gigantes de Wall Street, como a Atlas SP Partners (da Apollo Global Management Inc.), o Barclays e o Jefferies Financial Group Inc. Em sua primeira resposta detalhada, Raja afirmou não ter "agido de forma desonesta ou de má-fé em momento algum" e que construiu um portfólio imobiliário de mais de US$ 1 bilhão dentro do império MFS "para o benefício final do negócio", e não para si mesmo. Em um documento judicial, Raja declarou que a MFS, sediada em Londres, colapsou em fevereiro deste ano porque o Barclays congelou contas da empresa que continham cerca de 145 milhões de libras. Ele afirmou que essa medida, tomada em novembro de 2025, paralisou a companhia e a deixou incapaz de pagar mutuários, fornecedores, funcionários e credores. "Paresh Raja passou 20 anos construindo este negócio", disse um porta-voz do empresário em um e-mail. "As ações do Barclays o destruíram em questão de semanas. Esse é o verdadeiro escândalo aqui." Em comunicado enviado por e-mail, um porta-voz do Barclays afirmou que o banco sediado em Londres agiu "em todos os momentos, e continua agindo, em conformidade com suas obrigações legais e regulatórias". "Como alegaram os administradores da MFS, tratou-se de uma fraude causada pelo Sr. Raja", disse o porta-voz do Barclays. Advogados do Barclays afirmaram anteriormente que recursos financeiros parecem ter circulado de forma fraudulenta pela rede de empresas da MFS em "escala massiva". Os administradores judiciais acusaram Raja de usar dinheiro do império MFS para acumular uma carteira de imóveis em Londres, avaliada em mais de 950 milhões de libras e mantida em nome de alguns contadores. Em sua petição, Raja argumentou que os fundos da empresa foram "convertidos em ativos imobiliários substanciais e de valorização crescente, que permanecem à disposição dela". Ele estima que a carteira valha agora mais de 1,1 bilhão de libras — o que significa que a empresa "teria lucrado, e não perdido" — e afirmou que o valor de 950 milhões de libras deveria ser deduzido das reivindicações dos administradores contra ele. Coleção de Ferraris Raja também rebateu a acusação de não ter explicado a origem de sua riqueza, afirmando que ela provinha de sua carreira bem-sucedida. Ele alegou que os detalhes do processo sobre seu estilo de vida luxuoso — incluindo coleções de Ferraris e outros carros de luxo, além de relógios, canetas, obras de arte e itens de coleção — não eram relevantes. "O réu construiu e foi proprietário, ao longo de cerca de duas décadas, de um negócio substancial e bem-sucedido de financiamento imobiliário, além de outras empresas", dizia a petição. Os pagamentos feitos a Raja pelo império MFS eram realizados de forma transparente e representavam remuneração, participação nos lucros e dividendos a que ele tinha direito como fundador e proprietário da empresa, afirmou ele na defesa apresentada ao Tribunal Comercial de Londres. Raja disse que vinha aprimorando a transparência, os processos e a governança corporativa da MFS desde cerca de 2022, o que incluía a contratação de consultores externos, a expansão do departamento de prevenção à lavagem de dinheiro, a criação de um novo sistema de software e a nomeação de um responsável por governança e excelência no atendimento ao cliente. Essas medidas visavam preparar a empresa para uma fusão, venda ou abertura de capital na bolsa de valores até 2027 ou 2028. Ele afirmou que tais ações eram incompatíveis com a alegação de que ele "estava estruturando deliberadamente o negócio para torná-lo opaco, falsificando relatórios e fraudando a empresa em mais de um bilhão de libras". Em vez disso, os advogados de Raja argumentaram que “o objetivo do réu era maximizar o valor do negócio — e, com isso, o valor de sua própria participação majoritária — em qualquer fusão, venda ou abertura de capital”.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Globo