Irá afirma estar preparado tanto para diplomacia, quanto para guerra; EUA e iranianos não devem se reunir

Irá afirma estar preparado tanto para diplomacia, quanto para guerra; EUA e iranianos não devem se reunir - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã está preparada tanto para a diplomacia quanto para o retorno aos combates na guerra iniciada há sete meses pelos ataques conjuntos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Ele disse que agora cabe ao presidente dos EUA, Donald Trump, escolher qual caminho seguir. 'Estamos totalmente preparados para o momento em que a guerra for retomada e, repito, mantemo-nos firmes diante de qualquer nova agressão, mesmo que se trate de uma guerra apocalíptica', disse Araghchi ao programa 'Meet the Press' da NBC News. 'Ao mesmo tempo, estamos prontos para a diplomacia. Cabe ao presidente Trump escolher', disse ele. Trump rejeitou no sábado a proposta do Irã de retornar ao acordo de cessar-fogo que havia entrado em colapso meses atrás, como parte de um plano de sete dias que previa a reabertura do Estreito de Ormuz à navegação comercial.

Araghchi disse que Teerã aguardaria uma resposta oficial dos mediadores. Em meio a isso, a mídia estatal iraniana afirmou nesta segunda-feira (28) que a delegação do Irã na Assembleia Geral da ONU em Nova York não planeja realizar conversas diretas com os EUA, após o presidente Trump ter dito que esperava que mais negociações ocorressem esta semana. 'A delegação do Irã em Nova York não tem planos de negociar com os Estados Unidos', afirmou a agência de notícias oficial IRNA, citando uma fonte não identificada próxima ao grupo. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso na Assembleia Geral da ONU. Reprodução Trump disse ao Axios no domingo que esperava que as negociações continuassem esta semana e acrescentou que os líderes iranianos estavam interessados ​​em chegar a um acordo porque estão 'perdendo feio'.

'As opiniões e posições do Irã foram transmitidas de forma clara e explícita ao lado americano... por meio de um mediador do Catar', disse a IRNA, acrescentando que a delegação iraniana retornaria a Teerã na terça-feira. Desde o início da guerra em fevereiro, as negociações entre Teerã e Washington têm ocorrido em grande parte por meio de mediadores. O Irã afirmou na sexta-feira ter apresentado uma proposta aos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, mas Trump afirmou que os líderes iranianos queriam o acordo porque 'estão perdendo feio'. Conselheiro militar de líder supremo diz que se EUA atacar guerra irá chegar ao Oceano Índico Yahya Rahim Safavi, ex-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana e atual conselheiro militar do Líder Supremo Mojtaba Khamenei. Reprodução Se os Estados Unidos atacassem o Irã novamente, abririam um novo cenário de guerra que se estenderia até o Oceano Índico. A ameaça partiu de Yahya Rahim Safavi, ex-comandante da Guarda Revolucionária Iraniana e atual conselheiro militar do Líder Supremo Mojtaba Khamenei. 'Se os Estados Unidos iniciassem uma nova guerra, uma nova frente poderia se abrir diante de seus olhos, centrada no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb. Eles estão preparados para lutar nessa frente?', questionou em um vídeo divulgado pela agência de notícias Fars. Durante discurso nesta quarta-feira (23) do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, um representante dos Estados Unidos presente deixou o plenário pouco após o início da fala. Pezeshkian começou o discurso falando que o país foi vítima de terrorismo e mostrou imagens das vítimas do ataque a uma escola, que teria sido feito erroneamente pelos Estados Unidos e por Israel, matando mais de 100 estudantes. 'Eu tinha preparado um discurso, mas depois que os Estados Unidos nos descreveu como terroristas, tive de mudá-lo. Eles nos acusam de terrorismo, mas eles são os terroristas, alvejando civis e rompendo leis internacionais', declarou. Assim que falou isso, o integrante da delegação americana, assim como da israelense, deixaram o plenário. 'Os Estados Unidos, usando armas com múltiplas ogivas, alvejaram aquele ginásio esportivo. Eles martirizaram, assassinaram nossos cientistas, nossos homens, mulheres e crianças. Crianças inocentes que, na verdade, não haviam cometido crimes, nem pecados', seguiu. Ele também mostrou imagens do líder supremo, Ali Khamenei, que foi assassinado no primeiro dia de guerra pelos EUA. Masoud Pezeshkian ainda falou sobre a Palestina, que ele chama de 'uma ferida aberta na consciência da comunidade internacional'. 'Gaza continua sendo um símbolo do fracasso dos mecanismos internacionais em impedir o sofrimento da população civil'. 'Enquanto a ocupação e a injustiça persistirem no mundo, a resistência continuará. Se estiver enfraquecida em uma forma, ressurgirá em outras, talvez ainda mais forte'. Discurso do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, durante Assembleia da ONU. Reprodução

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site CBN