Funcionário pede demissão para começar em outra empresa no dia seguinte, recusa-se a cumprir o aviso prévio e descobre que o patrão pode descontar um mês inteiro do seu acerto final

Funcionário pede demissão para começar em outra empresa no dia seguinte, recusa-se a cumprir o aviso prévio e descobre que o patrão pode descontar um mês inteiro do seu acerto final - Foto
Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Aviso prévio na rescisão gera desconto pesado no acerto do trabalhador O aviso prévio na rescisão pega muita gente de surpresa quando a ideia é trocar de emprego rápido.

Pedir demissão para começar na outra firma no dia seguinte, sem cumprir os 30 dias, dá ao patrão o direito de passar o facão no seu acerto final. A Consolidação das Leis do Trabalho trata essa regra como uma via de mão dupla para proteger os dois lados da relação.

O Artigo 487 da CLT determina que o empregador precisa desse tempo para encontrar outra pessoa e preencher a vaga aberta. Se você resolve sair na hora e recusa o cumprimento das tarefas, a firma aplica uma cobrança direta nas suas contas.

Essa penalidade ajuda a cobrir o prejuízo financeiro causado pela sua saída imediata sem o aviso formal prévio. A empresa pode tirar o valor correspondente a um salário mensal inteiro diretamente das suas verbas rescisórias.

O cálculo abate quantias de férias proporcionais, décimo terceiro salário e saldo de dias trabalhados naquele mês. Abaixo estão os acertos afetados por essa decisão no momento da saída:

O abatimento fica limitado ao saldo total que você teria para receber na data de encerramento do contrato. O valor do acerto pode zerar completamente, mas a firma não pode deixar sua conta devendo dinheiro no final.

Se as suas verbas somarem R$ 2.500 e o seu salário for de R$ 3.000, o desconto zera tudo. A empresa retém todo o montante liberado, mas não cobra os R$ 500 restantes que faltaram para fechar a conta do mês.

Confira como fica a matemática do acerto na tabela comparativa com dados reais do processo: Uma saída comum na rotina das empresas é negociar com o novo chefe a compra do período do aviso.

A nova firma pode pagar essa taxa ou cobrir o prejuízo financeiro para ter você trabalhando no dia seguinte. A decisão de liberar o trabalhador sem a cobrança depende do antigo patrão aceitar a carta do novo emprego.

Sem essa concordância formal assinada pelas partes, o desconto do valor total continua valendo e cai seco na sua rescisão.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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