Pesquisadores de Harvard sugerem que à poluição atmosférica causada por incêndios florestais, que é dez vezes mais prejudicial à saúde do que a poluição dos veículos, pois contém níveis mais elevados de partículas microscópicas cancerígenas conhecidas como PM2,5, pode levar a um aumento nos casos de câncer de cabeça e pescoço.
@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@ Segundo os pesquisadores, a inalação dessas partículas tóxicas pode aumentar o risco de câncer na garganta, cabeça e pescoço.
Eles analisaram 16 anos de dados sobre incêndios florestais e incidências de câncer de cabeça e pescoço e descobriram que a exposição à poluição da fumaça proveniente desses incêndios aumentava o risco de câncer em 6%, chegando a 41% para aqueles expostos anualmente. "Esses resultados reforçam o crescente conjunto de evidências que relacionam a poluição do ar causada por incêndios florestais a efeitos adversos à saúde e destacam a necessidade de regulamentações mais rigorosas para mitigar os impactos das mudanças climáticas", afirmam os pesquisadores em artigo publicado na revista The Laryngoscope.
O câncer de cabeça e pescoço engloba tumores que podem surgir na cavidade oral, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, seios da face e glândulas salivares. Embora cada região apresente características próprias, esses tumores costumam compartilhar fatores de risco e sintomas semelhantes, que frequentemente são confundidos com infecções ou inflamações benignas.
Sintomas Rouquidão que não melhora, feridas na boca que persistem por mais de duas semanas, dificuldade para engolir e caroços no pescoço podem ser sinais de câncer de cabeça e pescoço.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra aproximadamente 39 mil novos casos desse grupo de tumores a cada ano, reforçando a importância do reconhecimento precoce dos sinais de alerta e da investigação médica. Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na mucosa, sangramentos sem causa aparente, dor de garganta contínua e aumento de gânglios no pescoço, também estão entre os principais sintomas.
Entretanto, a presença desses sintomas não significa necessariamente um câncer, mas sua persistência por mais de duas ou três semanas justifica uma avaliação médica. O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para esses tumores, especialmente quando associado ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Nos últimos anos, porém, especialistas também observam o aumento de casos relacionados à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), principalmente em tumores da orofaringe. Exposição solar sem proteção, especialmente para o câncer de lábio, e má higiene bucal também contribuem para o desenvolvimento da doença.
Folha de Pernambuco