Terceiro foco da doença de Newcastle é identificado no Oeste de SC e área de vigilância é ampliada

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Nova ocorrência da Doença de Newcastle foi detectada em Nova Erechim, no Oeste durante vistorias; equipes já monitoraram centenas de propriedades na região A Doença de Newcastle voltou a mobilizar equipes de defesa sanitária no Oeste de Santa Catarina.

Um terceiro foco foi identificado em Nova Erechim durante ações de vigilância realizadas na região, ampliando a área de monitoramento para tentar impedir a disseminação do vírus. O novo foco envolve 9,6 mil aves, que não apresentaram sintomas da doença.

Com a identificação, o raio de vigilância foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros. As equipes seguem no local com os procedimentos sanitários previstos para esse tipo de ocorrência.

A doença já havia sido identificada em duas propriedades comerciais da região: a primeira em Nova Itaberaba e a segunda em Coronel Freitas. Os casos levaram ao reforço da fiscalização, ao controle do trânsito de veículos e à adoção de medidas para conter a circulação do vírus.

Em Nova Itaberaba, onde o primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, as medidas sanitárias foram concluídas e a propriedade entrou em vazio sanitário, etapa em que o local permanece sem aves após os procedimentos de controle e desinfecção. Já em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi confirmado em 24 de outubro, as equipes concluíram a retirada e o enterro sanitário dos perus.

Os trabalhos continuam com a limpeza e a desinfecção das instalações. Em Nova Erechim, a identificação do novo foco ocorreu durante a vigilância ativa, quando as equipes visitam propriedades, monitoram as criações e coletam amostras para procurar sinais da presença do vírus, mesmo quando as aves não apresentam sintomas.

Entre os dias 20 e 26 de outubro, as equipes vistoriaram 133 propriedades comerciais e 551 criações de subsistência, que são aquelas mantidas geralmente para consumo próprio ou em pequena escala. A operação também mantém quatro barreiras sanitárias em funcionamento.

Nesses pontos, os profissionais fiscalizam e realizam a desinfecção de veículos para reduzir o risco de transporte do vírus entre propriedades. Além das vistorias, as equipes monitoram as aves, coletam amostras para análise e orientam os produtores sobre os cuidados necessários para evitar a entrada e a disseminação de doenças nas criações.

A Doença de Newcastle é uma enfermidade viral contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. A infecção pode provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas, queda na produção e mortes, dependendo da gravidade do caso.

A ausência de sintomas não descarta a presença do vírus, como demonstra a ocorrência identificada em Nova Erechim. Por isso, a vigilância sanitária e a realização de exames são importantes para detectar possíveis focos e orientar as medidas de controle.

Após a confirmação de um foco, os protocolos sanitários podem incluir o isolamento da propriedade, a restrição da movimentação de aves, a retirada sanitária dos animais, a limpeza e a desinfecção das instalações e o monitoramento das propriedades próximas. A orientação aos produtores é manter as medidas de biosseguridade, restringir o acesso de pessoas e veículos às áreas de criação e comunicar imediatamente qualquer suspeita de doença ao escritório local da Cidasc ou pelo sistema e-Sisbravet.

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