Flávio Bolsonaro viajou para os EUA? Veja onde ele foi visto após a derrota e o que Eduardo disse sobre deixar o Brasil

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Após Eduardo Bolsonaro defender que o irmão deixe o país em caso de derrota, dúvida sobre viagem aos Estados Unidos ganha força; senador segue no cargo até janeiro de 2027 Não há confirmação de que Flávio Bolsonaro tenha viajado novamente para os Estados Unidos até a manhã desta segunda-feira (26).

A última aparição pública identificada do senador foi em Brasília, no domingo (25), após a derrota na eleição presidencial, quando anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do resultado. A dúvida ganhou força após uma declaração de Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, e a circulação de vídeos antigos sobre viagens do irmão ao país.

Flávio permanece no Senado até o fim de janeiro de 2027, enquanto investigações relacionadas a suspeitas financeiras seguem sob apuração. Em 23 de outubro, durante participação no programa americano Louder with Crowder, apresentado por Steven Crowder, Eduardo afirmou que era favorável à saída do irmão do Brasil caso ele perdesse a eleição.

Durante a conversa, Eduardo afirmou que, se Flávio permanecesse no Brasil e sofresse medidas judiciais, seria necessário buscar apoio externo. Na ocasião, mencionou a possibilidade de “chamar os fuzileiros navais”, em referência às forças militares dos Estados Unidos.

A declaração voltou a repercutir após o resultado de domingo, mas não comprova que Flávio tenha decidido deixar o país ou embarcado para os Estados Unidos. Em setembro, publicações nas redes sociais apresentaram como recente uma viagem de Flávio aos Estados Unidos que havia ocorrido em maio de 2026.

Até a manhã desta segunda-feira (26), não havia confirmação de um novo deslocamento internacional do senador. A última localização pública identificada era Brasília, no domingo.

Após a derrota, Flávio anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação das eleições presidenciais. Ele questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou o horário de votação em locais onde eleitores enfrentavam dificuldades de deslocamento.

Segundo a Agência Senado, a campanha do próprio senador havia solicitado a ampliação do horário em municípios afetados por chuvas. O pedido, porém, tinha alcance mais restrito do que a medida posteriormente adotada.

O mandato de Flávio Bolsonaro no Senado termina em 31 de janeiro de 2027. Até essa data, ele continua no cargo, mesmo após a derrota na eleição presidencial.

Depois que deixar o Senado, ele poderá perder o chamado foro privilegiado, que é o direito de ser julgado diretamente por um tribunal superior em determinadas situações. Isso, porém, não acontece automaticamente em todos os casos.

Em 2025, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que um processo pode continuar na Corte mesmo depois que a pessoa deixa o cargo, se os fatos investigados estiverem relacionados ao exercício da função pública. Na prática, isso significa que o fim do mandato não determina, por si só, se Flávio será julgado pelo STF ou por um juiz de primeira instância.

A decisão dependerá das características de cada investigação. Flávio Bolsonaro é alvo de duas investigações no STF (Supremo Tribunal Federal).

Uma delas apura possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e a outra investiga suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador. O inquérito sobre o financiamento do filme está sob relatoria do ministro André Mendonça.

Já a investigação relacionada a Tomaz é conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. Nesse segundo caso, a Polícia Federal busca esclarecer possíveis vínculos financeiros entre o advogado e o senador.

Flávio nega irregularidades e afirma que mantém uma relação de amizade com Tomaz. Em 23 de outubro, Moraes determinou o bloqueio de bens e valores de Tomaz até o limite de R$ 6 bilhões, além de medidas relacionadas aos sigilos bancário, fiscal e cambial do advogado.

O valor corresponde ao limite da medida patrimonial contra Tomaz, e não a recursos atribuídos diretamente a Flávio Bolsonaro. As investigações seguem em andamento.

Uma viagem internacional não significa automaticamente fuga, prisão ou perda de direitos políticos. Eventuais consequências dependeriam de decisões judiciais específicas e das condições de cada investigação.

Até a manhã desta segunda-feira (26), não havia confirmação de que Flávio Bolsonaro tivesse viajado novamente para os Estados Unidos ou anunciado uma mudança de residência. Leandra da Luz é repórter do Núcleo Nacional do ND Mais, onde atua na cobertura jornalística de política, justiça e economia no Brasil.

Formada em jornalismo pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), iniciou sua trajetória na comunicação em 2023. Tem experiência em reportagem, apuração, entrevistas e produção de conteúdo digital, com atuação em diferentes formatos jornalísticos e acompanhamento de temas de interesse público.

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