O candidato à presidência Flávio Bolsonaro negou ajuda do governo dos EUA nas eleições brasileiras e classificou a suspeita como “narrativa”. Ele afirmou que a eleição será resolvida internamente e ainda no primeiro turno. As declarações foram dadas nesta quinta, em agenda de campanha na Bahia, e em resposta ao pedido do governo de Donald Trump ao governo Lula para que dissidentes políticos pudessem participar da disputa eleitoral.
O governo Lula nega que o Brasil tenha dissidentes políticos e disse que a proposta feita pelo governo Trump nunca foi aceita nas negociações em torno do tarifaço de 50% imposto pelo governo americano aos produtos brasileiros, segundo fontes do Planalto e do Itamaraty à CBN. Os Estados Unidos exigiram formalmente que o Brasil permita a participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026. A informação foi confirmada nesta quinta por fontes do Itamaraty, após revelação do jornal O Estado de S. Paulo. De acordo com a diplomacia brasileira, a cobrança foi feita em 21 demandas enviadas ao Ministério das Relações Exteriores durante as negociações sobre o primeiro tarifaço comercial de 50% anunciado por Washington contra o Brasil.
O texto não especifica quais seriam os "dissidentes políticos" citados. Dissidente político é uma pessoa que discorda se opõe às políticas, à ideologia, ao sistema de governo ou às autoridades oficiais de um país em contextos onde há restrições à liberdade de expressão ou de oposição.
CBN