Fique de olho: UE5, Path Tracing e outras novidades que serão padrão em 2026

 

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O ano de 2025 elevou o nível de desempenho em games, mas se você acha que o teto tecnológico foi atingido com as RTX 50 ou os Ryzen 9000, pense de novo. O mercado de hardware não para, e 2026 promete ser o ano em que tecnologias que hoje parecem coisa de entusiasta ou demos técnicas vão virar o padrão da indústria. Estamos falando do fotorrealismo da Unreal Engine 5, IA ainda mais presente e hardware mais poderoso. Principais peças de hardware para um PC gamer Quanto custa montar um PC gamer igual ao do Neymar Jr? O sonho de todo PC gamer é ter aquele setup que roda tudo na melhor qualidade possível sem engasgos, e por isso, reunimos as principais tecnologias que você precisa ficar de olho, porque elas podem vão ditar as regras dos jogos daqui para frente. 1. Unreal Engine 5: rumo ao fotorrealismo otimizado Se até agora vimos muitos jogos mal otimizados feitos na Unreal Engine 5, embora alguns consigam se destacar, 2026 pode ser o ano da enxurrada de títulos baseados nessa engine por conta do amadurecimento com suas diferentes atualizações e conhecimento por parte da indústria. O grande destaque aqui são tecnologias como Nanite e Lumen. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.-   O Nanite permite uma geometria virtualizada que, na prática, elimina os LODs (aqueles modelos de baixa qualidade que aparecem à distância). Isso significa que objetos têm alta qualidade o tempo todo dando aquele aspecto fotorrealista ao game. O preço disso? Armazenamento e VRAM. Em 2026, ter um SSD NVMe, pelo menos, Gen 3 não será luxo, será requisito mínimo para carregar esses assets pesadíssimos sem engasgar o jogo, e o uso de DirectStorage será obrigatório para não sobrecarregar a CPU. 2. Path Tracing: ray tracing evoluído (mas com IA) Esqueça a iluminação desenhada à mão nos cenários. O ray tracing foi só o começo, e a tendência para 2026 é o path tracing completo se tornando a base da direção de arte, e não apenas um filtro extra, como acontece em Alan Wake 2, por exemplo. Embora ainda seja algo de placas de vídeo high-end e entusiastas, essa técnica de iluminação e reflexos realistas promete ficar mais acessível em 2026. Os desenvolvedores estão aprendendo a otimizá-la melhor (Indiana Jones e Doom: The Dark Ages são bons exemplos) e GPUs intermediárias como a RTX 5070 e RX 9070 já têm poder de fogo para encarar essa tecnologia, principalmente com DLSS 4 e FSR 4. 3. Cache pra que te quero Se você acha que o Ryzen 7 9800X3D é o rei absoluto dos games, a AMD está preparando algo que beira a ignorância para o começo de 2026. Estamos falando de processadores com quase 200 MB de cache e clocks ainda mais altos, combo essencial para os games. Segundo fontes ligadas à indústria, a AMD deve lançar o Ryzen 9 9950X3D2 no início do ano. A grande novidade? Ele usaria dois dies de cache 3D (ao contrário de um só, como nas gerações atuais), totalizando impressionantes 192 MB de cache L3. Isso significa que a barreira de desempenho em jogos competitivos ou títulos de mundo aberto pesados para a CPU deve ser rompida. É o tipo de componente que elimina qualquer gargalo que sua placa de vídeo possa ter. Além disso, existem rumores de que a Intel também esteja trabalhando em algo parecido para os próximos Core Ultra Nova Lake, que seriam a próxima geração de CPUs desktop. Mas, vale lembrar, esses processadores só chegam em 2027, depois do Arrow Lake Refresh. 4. NPCs movidos a IA Sabe aquela sensação de que todo NPC fala a mesma frase repetida? A NVIDIA quer acabar com isso com o NVIDIA Ace. Nós testamos a tecnologia e a experiência de "conversar" com o jogo é bastante interessante, embora ainda exista muita margem para evoluções.   Em demos como The Oversight Bureau, você usa seu microfone para falar naturalmente com o personagem, e ele responde em tempo real, mas ainda com limitações na quantidade de resposta. Mesmo assim, em 2026, jogos de RPG e investigação podem mudar completamente com essa mecânica, exigindo NPUs (unidades de processamento de IA) dedicadas ou roubando um pouco mais de processamento da sua GPU, mas entregando uma experiência mais imersiva. 5. Adeus, 8 GB de VRAM Essa é uma tecla que batemos sempre aqui no Canaltech: a era das placas de 8 GB para jogos AAA está a beira do fim. Com a popularização da Unreal Engine 5 mencionada acima, o consumo de memória de vídeo explodiu, e como as placas de vídeo mais populares são equipadas com essa quantidade de VRAM, a maioria dos jogadores é afetada. Com a chegada de tecnologias pesadas como o path tracing e texturas em 4K cada vez mais comuns, o padrão de entrada para jogar sem dor de cabeça em 2026 deve se estabilizar acima de 12 GB. Se você vai montar PC novo pensando em longevidade, mirar em 16 GB de VRAM deixou de ser exagero para ser segurança. 6. Upscaling e Frame Gen via IA: rodar nativo é coisa do passado Se você é purista e só joga em resolução nativa, temos más notícias. Em 2026, com o peso do path tracing e da Unreal Engine 5, tecnologias de reconstrução de imagem deixam de ser um bônus para virar requisito mínimo de sistema, e isso é algo que devemos aprender a lidar daqui para frente.   A grande evolução não é apenas no ganho de FPS, mas na qualidade da imagem também. As versões mais recentes do DLSS e FSR focam agressivamente na redução de artefatos visuais. A geração de quadros (Frame Generation) via IA está ficando tão sofisticada que o ghosting e a latência extra — problemas comuns nas primeiras versões — estão sendo eliminados a cada nova versão. A promessa é que a IA consiga entregar uma imagem reconstruída em 4K muitas vezes melhor e mais nítida do que a renderização nativa, aliviando o hardware para focar em física e iluminação. No momento, somente placas como as GeForce RTX 50 e Radeon RX 9000 oferecem esse tipo de avanço, mas isso deve mudar entre 2026 e 2027 com as novas gerações (se a crise de DRAM permitir). Veja mais do CTUP:

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