Fim de Expediente recebe Milton Jung e Márcio Canuto em edição especial em Maceió (AL)

Fim de Expediente recebe Milton Jung e Márcio Canuto em edição especial em Maceió (AL) - Foto
Fonte da notícia: CBN CBN

Em comemoração aos 50 anos da Chama Publicidade, o Fim de Expediente realizou uma edição especial – e com plateia – diretamente de Maceió, em Alagoas. Para a ocasião, os apresentadores Zé Godoy e Teco Medina receberam o jornalista e também apresentador da CBN, Mílton Jung, e o repórter e apresentador Márcio Canuto.

Com uma trajetória de mais de 40 anos na televisão, Canuto começou sua trajetória na TV Globo na afiliada de Alagoas. O primeiro grande convite para participar da emissora nacional foi para o Jornal Nacional.

“Eu era o diretor de jornalismo da TV Asa Branca Alagoas (afiliada da Globo em Alagoas) e eu comecei a fazer matérias. Uma vez, o Amauri Soares, que hoje comanda todo o esquema da Rede Globo, me deu muitas oportunidades.

Eu comecei a fazer (matérias) sobre forró, essas coisas, até que uma vez dessa ele me chamou para fazer o Jornal Nacional. (...) Eu passei um mês sem fazer, aí teve outra reunião lá, eu fui.

Ele disse: ‘cadê a matéria?’ (Respondi) que pensei que ‘vocês estavam de brincadeira’. Teve a reunião e disseram que eu ia sair com a pauta”, contou.

A matéria em questão, como Canuto conta, foi sobre a “guerra” do forró entre Caruaru e Campina Grande. No final, a produção fechou para o Jornal Nacional com seis minutos.

Questionado sobre a excentricidade de Márcio Canuto – seja na reportagem futebolística ou nas matérias de rua em São Paulo –, Mílton Jung o definiu como “disruptivo”. “(É) uma palavra que na época nem se usava.

Mas é verdade, o Canuto foi disruptivo em tudo, até no sotaque que ele trouxe numa emissora que, durante muito tempo, padronizou a forma de falar. E quem está falando aqui é um cara que veio do Rio Grande do Sul, saiu do Rio Grande do Sul, foi pra São Paulo, isso lá em 1991, para trabalhar na TV Globo, na época como repórter.

E você (Canuto) quebra tudo isso, né? Você muda completamente essa forma de ser”, divide. Canuto, em resposta, contou que nunca foi instruído a adaptar sua fala, por conta do sotaque, nem mesmo quando se mudou para São Paulo.

Publicação Original CBN cbn.globo.com
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