Pawel Pawlikowski tinha 14 anos quando deixou a Varsóvia natal rumo à Europa Ocidental e, depois de breves temporadas na Alemanha e na Suíça, fixou-se em Londres. Ele se formaria em Filosofia e Literatura na vizinha Universidade de Oxford e voltaria para a Polônia já adulto, iniciando-se no audiovisual como documentarista na TV britânica antes de ganhar notoriedade internacional com filmes que exploram as fraturas da História europeia a partir de tramas profundamente humanas, como “Ida” (2013), primeiro longa polonês a ganhar o Oscar de filme internacional, e “Guerra Fria” (2018).
“A terra de meu pai”, em cartaz nos cinemas, fecha uma espécie de trilogia involuntária na qual o cineasta reimagina o impacto político, mental e emocional da divisão ideológica pós-Segunda Guerra. Matéria exclusiva para assinantes.
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O Globo