A Fifa demorou três meses para definir a punição ao Egito por causa de protestos ásperos contra a arbitragem em duelo com a Argentina na Copa do Mundo. Nesta terça-feira (20), a entidade anunciou que o técnico Hossam Hassan e seu irmão/diretor da seleção Ibrahim terão de cumprir três jogos de suspensão, enquanto o atacante Mostafa Zico foi penalizado em cinco partidas.
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Hossam Hassan cruzou os braços em frente às câmeras para questionar a anulação de um gol de Zico e, na coletiva pós-jogo, ainda reclamou da conivência da arbitragem, em sua visão sempre favorável aos oponentes. "A taça está direcionada para a Argentina", acusou, bastante irritado, na época.
Depois de abrir 2 a 0 no confronto das oitavas de final, gols de Ibrahim e Zico, o Egito permitiu a reação e acabou eliminado com dolorosa derrota por 3 a 2, com Enzo Fernández decidindo nos acréscimos. Antes, Romero e Messi anotaram para os sul-americanos.
O lance da principal reclamação ocorreu aos 13 minutos da etapa final, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, quando Zico anotou o segundo após contragolpe. O árbitro francês François Letexier atendeu ao VAR e anulou o gol acusando falta de Attia em Lisandro Martínez na origem da jogada.
O Egito chegou a mandar uma queixa formal à Fifa reclamando da anulação do lance, garantindo que foi um contato leve e que o VAR não deveria interferir na jogada. Zico esbravejou bastante, chegou a ofender o árbitro e acabou levando cinco jogos de suspensão após análise do Comitê de Disciplina da Fifa.
A Federação Egípcia de Futebol vai avaliar as punições e promete entrar com um recurso para reduzir as penalidades de seu comandante e do artilehrio da esquadra nacional.
Folha de Pernambuco