O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) confirmou em comunicado atualizado nesta quinta-feira (05) um acesso não autorizado a dados pessoais de investidores e investiga se houve vazamento de informações. A suspeita foi identificada em 26 de outubro, em ambientes internos ligados ao pagamento de garantias.
Entre os dados envolvidos estão nome, CPF, e-mail, data de nascimento, informações sobre tributos retidos e o canal pelo qual o investimento foi contratado. Em nota, o FGC informou que os titulares afetados foram avisados e que, até então, não havia identificado evidências de divulgação ou uso indevido dos dados, nem de perdas financeiras.
A entidade não divulgou o número de pessoas atingidas nem as instituições vinculadas aos registros. Por isso, o fundo recomenda desconfiar de contatos suspeitos e consultar diretamente seus canais oficiais.
A seguir, entenda o que se sabe sobre o caso e veja como se proteger. 🔎Golpe da renda extra: como funciona a promessa das 'tarefas remuneradas'
🛒 Canal de ofertas no WhatsApp: confira promoções, descontos e cupons a qualquer hora 🔎 Malware, spyware ou trojan? Veja quais ameaças podem roubar seu Pix e dados
FGC confirma vazamento de dados: entenda o caso e veja como se proteger Reprodução/Shutterstock
📝 Como passar antivírus no celular? Veja no fórum do TechTudo 📲 Comparador de celulares do TechTudo: como usar a ferramenta e economizar
Índice O que aconteceu com os dados do FGC?
Quais dados foram acessados? Como se proteger de possíveis golpes?
Acompanhe suas contas e movimentações Se cair em um golpe, avise o banco imediatamente
1. O que aconteceu com os dados do FGC?
De acordo com o FGC, a suspeita de acesso não autorizado foi identificada em 26 de outubro. Os ambientes envolvidos fazem parte dos processos internos usados no pagamento de garantias a investidores.
A data informada corresponde à identificação da suspeita, não necessariamente ao início do acesso. A entidade afirma ter restringido acessos, bloqueado contas indevidas, preservado evidências e iniciado uma revisão de permissões e controles.
O caso também foi comunicado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). No comunicado oficial, o fundo afirma que os titulares afetados foram notificados.
A investigação ainda busca esclarecer se houve cópia ou divulgação das informações. Portanto, o acesso indevido foi confirmado, mas a entidade não havia identificado evidências de que os dados tenham sido divulgados ou usados de forma irregular até a atualização de 5 de novembro.
O FGC é uma associação privada sem fins lucrativos que protege depósitos e investimentos elegíveis em instituições associadas, dentro das condições e limites previstos em suas regras. A garantia não deve ser confundida com um seguro contra golpes digitais.
2. Quais dados foram acessados?
Segundo o FGC, as informações envolvidas incluem: Nome completo;
CPF; E-mail;
Data de nascimento; Informações sobre tributos retidos no pagamento da garantia;
Canal pelo qual o investimento foi contratado. A lista divulgada não menciona senhas ou dados de cartão.
Isso, porém, não permite concluir que outras informações estejam seguras: o alcance do incidente segue sob investigação. 3.
Como se proteger de possíveis golpes? 1.
Desconfie de mensagens, mesmo quando tiverem dados corretos Nome, CPF ou informações sobre investimentos podem ser usados para dar aparência de legitimidade a uma abordagem.
Se receber uma mensagem atribuída ao FGC, não informe senhas nem códigos de autenticação e evite clicar em links ou baixar arquivos enviados por desconhecidos. A presença de dados verdadeiros, por si só, não confirma a identidade de quem entrou em contato.
2. Não pague para receber uma garantia
O FGC afirma que não credencia intermediários para negociar o recebimento de garantias e não pede taxas ou depósitos prévios para liberar pagamentos. Na página sobre pagamento de garantias, a entidade também informa que não realiza esse tipo de contato por WhatsApp ou SMS.
Para conferir uma informação, acesse diretamente o site ou o aplicativo oficial do FGC, em vez de usar o link recebido em uma mensagem. Códigos enviados durante um cadastro iniciado por você devem permanecer sigilosos e não devem ser repassados a terceiros.
3. Procure os canais oficiais para tirar dúvidas
Evite preencher formulários ou fornecer mais informações a sites e pessoas que prometam verificar se seus dados foram afetados. O comunicado do FGC informa o e-mail atendimento.credores@fgc.org.br para dúvidas.
Confirme o endereço na própria página oficial antes de entrar em contato. Também vale ativar a verificação em duas etapas nas contas que oferecem o recurso.
Se você tiver fornecido uma senha a alguém ou suspeitar que suas credenciais foram expostas, troque-a no serviço correspondente. O FGC não informou exposição de senhas no comunicado.
4. Acompanhe suas contas e movimentações
Fique atento a operações que não reconheça e a notificações inesperadas de instituições financeiras. Pelo Registrato, do Banco Central, é possível consultar relatórios sobre relacionamentos com bancos, operações de crédito e chaves Pix.
O acesso exige conta gov.br prata ou ouro com verificação em duas etapas. O Registrato não informa se uma pessoa foi afetada pelo incidente do FGC.
Ele pode, no entanto, ajudar a identificar relacionamentos financeiros desconhecidos. 5.
Se cair em um golpe, avise o banco imediatamente Caso tenha feito um pagamento ou percebido uma movimentação suspeita, entre em contato com sua instituição financeira o quanto antes.
Guarde comprovantes, mensagens e outros registros e faça um boletim de ocorrência. Se o pagamento tiver sido feito por Pix em uma situação de fraude, peça ao banco a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
O pedido pode ser feito em até 80 dias da transação, mas a devolução não é garantida: ela depende da análise do caso e da disponibilidade de recursos. Confira as orientações do Banco Central.
Mais do TechTudo
Techtudo