'Feito pipa', 'Cavalo selvagem nove', 'Os farofeiros 3' e mais: as estreias e os filmes em cartaz

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Aposta para representar o Brasil no Oscar, "Feito pipa", com Lázaro Ramos; filme com John Malkovich e Sam Rockwell sobre interferência americana no golpe do Chile em 1973, "Cavalo selvagem nove"; drama baseado na história real do assalto ao Banestado, em Londrina, em 1987, com Murilo Benício, "Assalto à brasileira"; terceira parte da franquia de comédia, "Os farofeiros 3" e mais filmes estão entre as estreias da semana.

Confira os filmes que chegam às salas de cinema nesta semana e os que seguem em cartaz: Festival de Cinema Italiano reúne 24 filmes gratuitos, entre clássicos e novidades, em mais de 100 salas no Brasil

'Pânico', 'Drácula', 'Obsessão' e mais: UCI Day Terror terá ingressos a R$ 12 no fim de semana do Halloween As estreias da semana (5 e 11 de novembro)

‘Ana, en passant’ Na animação com toque artesanal, uma jovem franco-brasileira viaja a Belo Horizonte após a morte da avó e conhece Alice, sua sósia, em uma jornada de descobertas sobre suas origens e identidades.

Direção de Fernanda Salgado, com dublagem de Zezé Motta. ‘Assalto à brasileira’

O filme de José Eduardo Belmonte recria o assalto ao Banestado, em Londrina, em 1987, quando sete homens fizeram mais de 300 reféns. Na trama, um jornalista recém-desempregado (Murilo Benício) vê no episódio a chance de conseguir um furo de reportagem e passa a ajudar nas negociações com a polícia.

Com Christian Malheiros, Robson Nunes e Paulo Miklos. 'Cavalo selvagem nove'

Martin McDonagh é conhecido por seus diálogos afiados e por extrair brilhantes performances de seus atores. Frances McDormand e Sam Rockwell ganharam o Oscar por “Três anúncios para um crime” (2017), e os quatro atores de “Os banshees de Inisherin” (2022) concorreram às cobiçadas estatuetas.

Ele deve repetir o feito com “Cavalo selvagem nove”, que tem grandes chances em roteiro original e atuação (para John Malkovich e Rockwell de novo). Não que o tema seja fácil, principalmente para plateias dos Estados Unidos.

“Cavalo selvagem nove” fala sem rodeios da interferência do país na política de outros territórios, como no golpe militar que derrubou o governo democraticamente eleito de Salvador Allende no Chile, em 1973. Como se vê pelo noticiário, de lá para cá pouca coisa mudou.

Bonequinho aplaude: leia a cítica. 'Feito pipa'

“Feito Pipa” mostra o mundo visto pelo olhar de uma criança (Yuri Gomes). E não há exagero algum em falar em ‘mundo’ neste caso, porque no entorno do protagonista do filme de Allan Deberton aparecem questões universais, algumas dessas urgentes.

Ele aborda, por exemplo, preconceito, velhice, paternidade, bullying, amizade, morte... Temas que fazem sentido tanto em Quixadá, o município cearense onde foi filmado, quanto em Hollywood, onde o longa tentará uma vaga ao Oscar de filme internacional depois de ser escolhido como o representante brasileiro na categoria.

“Feito pipa” se mostra um filme profundamente afetuoso, atento aos pequenos gestos do cotidiano de uma criança. Bonequinho aplaude: leia a crítica.

‘Godzilla Minus Zero’ Sequência de “Godzilla Minus One” (2023), o filme se passa em 1949 e acompanha a família Shikishima dois anos após os acontecimentos anteriores, quando uma nova ameaça coloca em risco a recuperação do Japão pós-guerra.

Direção de Takashi Yamazaki. 'Klara e o sol'

“Klara e o sol” se pretende uma fábula de ficção científica extravagante que brinca com temas a princípio fascinantes: inteligência artificial, fé, luto parental, o que torna uma pessoa insubstituível e o custo ético do uso da tecnologia para superar solidão e a mortalidade. Mas o novo projeto do neozelandês Taika Waititi, conhecido por superproduções como “Thor” (2022), carrega a amarga ironia de contar uma história que fala de questões tão caras à Humanidade em filme que parece compreender muito pouco sobre ela.

Há muita ambição e também pretensão nessa colorida adaptação do romance de Kazuo Ishiguro, conhecido por suas investigações das vulnerabilidades humanas, e já traduzido para o cinema em títulos como “Vestígios do dia”. Bonequinho dorme: leia a crítica.

‘O gatola da cartola’ Adaptação do clássico infantil criado pelo escritor e ilustrador Dr.

Seuss. Acompanha o irreverente felino que recebe a missão de ajudar dois irmãos a se adaptar à cidade para onde se mudaram.

Dirigido por Alessandro Carloni e Erica Rivinoja. ‘Os farofeiros 3’

No terceiro filme da franquia, Cacau Protásio, Maurício Manfrini, Danielle Winits e outros atores do elenco original voltam a se meter em confusões. Desta vez, o grupo de amigos embarca em uma viagem ao Caribe.

Direção de Roberto Santucci. 'Vicentina pede desculpa'

Novo filme de Gabriel Martins (o mesmo do ótimo “Marte um”, de 2022), “Vicentina pede desculpas” acompanha a jornada de uma mãe que acaba de perder o filho numa situação trágica: ele era motorista de um ônibus que caiu de um viaduto, deixando outros tantos de luto como a protagonista.

A partir daí, inicia-se uma especulação sobre a causa do acidente, e muitos culpam o filho de Vicentina. Ela sai, então, batendo de porta em porta de cada parente para se desculpar.

É uma premissa criativa, que leva a uma série de encontros com diferentes tipos que ajudam a montar o quebra-cabeça sentimental em torno de Vicentina. Bonequinho aplaude: leia a crítica.

Extra Festival de Cinema Francês do Brasil

'De Gaulle — A França livre': destaque do Festival de Cinema Francês do Brasil Malgosia Abramowska

Até 11 de novembro, a 17ª edição do festival segue em cartaz com 21 filmes que mostram diversidade do cinema francês contemporâneo, em 50 cidades do Brasil. No Rio, sete cinemas recebem o festival.

A programação reúne diferentes gêneros e estilos: desde comédia romântica e drama, passando por suspense, documentário e até animação. O grande destaque da edição é o épico “De Gaulle — A França livre”, superprodução dividida em duas partes de quase três horas cada.

Onde assistir à programação: Cine Santa, Cinesystem Belas Artes Botafogo, Kinoplex Fashion Mall, Kinoplex Leblon, Estação Claro Gávea, Estação Claro Rio, Cine José Wilker. Confira mais informações em nosso site.

Festival de Cinema Italiano no Brasil. De 5 de novembro a 1º de dezembro, a mostra promove sessões gratuitas de 44 filmes, sendo 14 lançamentos e dez clássicos, em mais de cem cidades.

No primeiro grupo, um dos destaques é “Travessura”, de Mario Martone, com Toni Servillo, que foi exibido no Festival de Veneza (dia 16, no CCBB). No segundo, pérolas como “La dolce vita”, de Federico Fellini (1960), com Marcello Mastroianni e Anita Ekberg (amanhã, às 15h, no CCBB).

No Rio, participam CCBB, Instituto Italiano de Cultura e CCJF. Parte dos filmes também pode ser assistida on-line.

Programação no site oficial. Grátis.

Cine Concerto. Em nova edição do projeto, “Cidade de Deus” (2002), de Fernando Meirelles e Kátia Lund, será exibido na íntegra, com a trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra Petrobras Sinfônica, sob regência de Matheus Carneiro.

O repertório inclui canções de Cartola, Raul Seixas, Wilson Simonal e Seu Jorge, entre outros. Teatro Riachuelo Rio, Centro.

Ter e qua, às 20h. R$ 50 a R$ 150.

16 anos. Únicas apresentações.

Cine Concerto: "Cidade de Deus" (2002) com Orquestra Petrobras Sinfônica Anna Bogaciovas

Lumen Festival de Cinema Independente. A segunda edição do festival ocupa o CCBB, o MAM e o Estação Claro Rio com curtas brasileiros e estrangeiros, além de retrospectivas e um panorama do novo cinema chinês.

A programação inclui “Os fantasmas gentis”, de Caetano Gotardo, e “Cinema moderno”, de Felipe André Silva, que abrem o evento na cinemateca do MAM (sex, 18h). Entre os destaques internacionais está “Cera & ouro” (sáb, 15h), da austríaca Ruth Beckermann.

O festival também homenageia o cineasta francês F.J. Ossang, com uma retrospectiva de nove filmes.

Até 4 de novembro. Estreia sexta (6).

Grátis. ‘Barragem’.

No dia em que o desastre de Mariana (MG) completa 11 anos, o documentário de Eduardo Ades terá uma sessão com debate com a presença do diretor e convidados. Com imagens registradas desde 2016, o filme mostra os impactos da tragédia na vida das famílias e a batalha por indenizações e reassentamento, ainda sem solução.

Estação Claro Rio, Botafogo. Qui, às 20h45.

R$ 53,58. Cena do documentário "Barragem", sobre a tragédia em Mariana (MG)

Divulgação 4ª Mostra de Cinema Africano Espelhos d’África.

Pela primeira vez no Rio, o festival reúne filmes contemporâneos de diferentes países africanos, com obras que abordam memória, identidade, juventude e transformações sociais. A abertura será com “Variations on a Theme”, vencedor do principal prêmio do Festival de Cinema de Roterdã em 2026.

A programação inclui ainda “Katanga, la danse des scorpions”, premiado no Fespaco, e “Atcha Atcha”, sobre jovens dançarinos no Senegal, além de debates e oficina de crítica cinematográfica. A programação completa está disponível no site oficial da mostra.

Caixa Cultural Rio de Janeiro, Centro. Grátis, com distribuição de senhas 30 minutos antes das sessões.

Até 15 de novembro. Festival Sinédoque.

A mostra reúne 23 documentários nacionais de curta-metragem em seis sessões temáticas sobre política, memória, trajetórias femininas, cultura de rua e violência. Entre os destaques estão “Helena! Cinema!”, sobre a atriz e cineasta Helena Ignez (hoje, às 20h); “Os arcos dourados de Olinda”, que revisita a polêmica chegada do McDonald’s à cidade pernambucana (hoje, às 18h); e “Réquiem para Moïse”, sobre o assassinato do imigrante congolês no Rio (sáb, às 18h).

Estação Claro Rio, Botafogo. Até 8 de novembro.

Grátis. Filmes que seguem em cartaz

'100 dias' Transportar para a tela um livro como “Cem dias entre céu e mar” não é uma tarefa fácil.

Nesse diário de bordo de Amyr Klink, há um único personagem desenvolvido: o próprio Klink, que descreve, de maneira minuciosa, a viagem que realizou, num barco a remo, de Lüderitz, na Namíbia, até Salvador, no Brasil, em 1984. As demais figuras são rapidamente mencionadas no livro, centrado nos inúmeros desafios enfrentados por Klink no decorrer de sua heroica travessia.

Não por acaso, “100 dias”, filme de Carlos Saldanha, evidencia alguma distância em relação ao livro. Como estruturar o roteiro “apenas” a partir do relato de Klink? Essa foi provavelmente a dificuldade com a qual Elena Soárez e Thais Tavares se depararam.

É compreensível que ambas tenham sentido necessidade de valorizar personagens ligados a Klink (interpretado por Filipe Bragança) — em especial, o irmão, Tymur (João Vitor Silva), e a mãe, Asa (Philippine Leroy-Beaulieu). Bonequinho olha: leia a crítica

Filipe Bragança em cena de "100 dias", de Carlos Saldanha Divulgação/Fábio Braga

‘O bosque selvagem’ Dono do estúdio Laika — companhia por trás de títulos como “Coraline” (2009), “Paranormal” (2012) e “Os boxtrolls” (2014), Travis Knight (indicado ao Oscar por “Kubo e as cordas mágicas”) dirige esta animação, recomendada para maiores de 14 anos, sobre uma adolescente que parte em busca de seu irmão, sequestrado por corvos, em uma floresta habitada por animais falantes e figuras poderosas.

‘Cara-de-Barro’ O filme de terror baseado nos quadrinhos da DC Comics acompanha uma estrela de Hollywood em ascensão (Tom Rhys Harries) que, após sofrer uma grave desfiguração no rosto, se submete a um experimento científico que transforma seu corpo em argila, permitindo-lhe mudar de forma.

Direção de James Watkins. ‘Carros’

Sucesso da Disney, a animação volta aos cinemas para comemorar os 20 anos de lançamento da história de Relâmpago McQueen, Mate e seus amigos de quatro rodas. 'Cartório das almas'

Na metáfora proposta pelo longa-metragem brasileiro “Cartório das almas”, morrer é ser transformado numa graúna após uma decisão individual de quem cansou de viver, independentemente da idade. A questão do filme dirigido pelo brasiliense Léo Bello é das mais antigas da Humanidade: o sentido da vida e o significado da morte.

Para isso, ele criou uma trama de ficção científica em que as pessoas são imortais, mas podem se cansar da rotina e escolher fazer uma passagem: neste caso, elas vão a um cartório, declaram seu motivo para uma espécie de tabelião, entram num armário e saem dali como um pássaro preto que será solto na natureza.

Bonequinho olha: leia a crítica. 'Cartório das almas': Bonequinho olha

Arte do GLOBO 'As cores do tempo'

A estrutura de “As cores do tempo” tem algo de novelinha sobre família, mas com a ideia interessante de traçar conexões temporais. Dirigida por Cédric Klapisch (o mesmo do cult “Albergue espanhol”, de 2002), a trama vai e volta entre o fim do século XIX e 2025, distribuindo mistérios, romances, cartas escondidas e revelações sobre parentes de gerações passadas e pintores famosos.

No entanto, a saga familiar se perde numa insistência em forçar a mão nas conexões. Em “As cores do tempo”, quase tudo precisa ser mastigado, toda emoção precisa ser sublinhada e toda imagem precisa conduzir a uma conclusão.

Com isso, resvala para a cafonice. Frases como “sempre olhei para a frente, me faz bem olhar para trás”, por exemplo, parecem tiradas de perfil motivacional do TikTok.

Bonequinho olha: leia a crítica. ‘Daniel e a fornalha ardente'

O drama religioso reconta a história bíblica do profeta Daniel. Com Mena Massoud e Elijah Alexander, e direção de Daniel Kooman e Matthew Kooman.

‘As dez vantagens de morrer depois de você’ Tímida e insegura, Gabriela (Any Gabrielly) perde a melhor amiga de infância, Julia (Giulia Be), em um acidente e recebe dez cartas deixadas por ela, com desafios para ajudá-la a sair da zona de conforto e superar o luto.

Dirigido por Diego Freitas. 'Digger'

Tom Cruise interpreta um bilionário obcecado por petróleo, dinheiro e poder, que acaba provocando um desastre de proporções bíblicas. Dirigido por Alejandro González Iñárritu, o filme aposta no exagero e no frenesi para construir uma sátira sobre a ganância, as lideranças e o caos do mundo contemporâneo.

Bonequinho aplaude: leia a crítica. Tom Cruise em 'Digger'

Divulgação 'I want your sex'

Sexo e arte contemporânea têm muitos pontos em comum — pelo menos esta é a tese do filme “I want your sex”, do americano Gregg Araki. A produção parte da boa ideia de que a experimentação artística pode incorporar o desejo sexual como forma de expressão, e explora as consequências morais dessa apropriação.

O tom é de comédia, com uma ambientação kitsch. No centro da história estão Erika Tracey, uma artista célebre e excêntrica interpretada por Olivia Wilde, e seu recém-contratado assistente Elliot, vivido por Cooper Hoffman (filho do saudoso Philip Seymour Hoffman).

Sem muitos pudores, Erika transforma Elliot num objeto sexual, parte de um jogo de dominação e sadomasoquismo. Bonequinho olha: leia a crítica.

'I want your sex': Bonequinho olha Arte do GLOBO

‘Jogos Vorazes’ Um mês antes da estreia de “Amanhecer na colheita”, novo capítulo da franquia previsto para novembro, os cinco filmes de “Jogos Vorazes” voltam aos cinemas.

‘Medley’ No drama dirigido por Ana Luiza Azevedo, Mel Maia interpreta Lola, de 16 anos, uma nadadora talentosa que não consegue praticar o estilo borboleta e lida com a relação difícil com a mãe e a ausência do pai.

Adaptado do livro “Medley ou os dias em que aprendi a voar”, de Keka Reis. 'Meu verão na Sicília'

Vários pontos ligam “Meu verão na Sicília” (“Gioia Mia”) a “Meu verão com Glória” (2025) — além da afinidade dos títulos em português. No primeiro, depois da sofrida separação da babá, Nico, de 11 anos, é despachado pelos pais, ocupados com trabalho, para Sicília, onde será acolhido pela tia-avó Gela (Aurora Quattrocchi, em atuação vigorosa).

No segundo, da diretora francesa Marie Amachoukeli, Cléo, de 6 anos, vai passar as férias com a babá em Cabo Verde. Experiência marcante para personagens e espectadores.

Comparações tornam-se inevitáveis. Apesar do desenvolvimento previsível neste longa de estreia, Margherita Spampinat, também roteirista, se destaca pela direção do elenco que inclui a Martina Ziami como a adolescente Rosa.

Em tempos tão acalorados, a relação Gela-Nico pode amenizar o clima. Bonequinho olha: leia a crítica.

‘Minha melhor amiga’ Ficção e realidade caminham lado a lado no longa de Susana Garcia.

Assim como as personagens que interpretam, as atrizes Ingrid Guimarães e Mônica Martelli são grandes amigas. Na comédia, elas vivem duas amigas na faixa dos 50 anos em crise de idade que decidem viajar para a Europa após suas filhas adolescentes irem fazer intercâmbio em Portugal.

Bonequinho olha: leia a crítica. Mônica Martelli e Ingrid Guimarães em cena de "Minha melhor amiga"

DESIREE DO VALLE / DIVULGAÇÃO 'Naza'

Dirigido por Yuval Abraham e Rachel Szor, do vencedor do Oscar “Sem chão”, o documentário israelense reúne depoimentos anônimos de 24 oficiais e soldados que atuaram em Gaza nos últimos anos, em operações de espionagem e ataques à distância. O filme evita imagens de horror e aposta na força da palavra para expor fortes relatos sobre a guerra, as mortes de civis e as decisões tomadas durante as operações militares.

Bonequinho aplaude: leia a crítica. 'O outro lado das redes'

Entre a época de lançamento de “A rede social” (2010) e o período retratado em “O outro lado das redes” (entre 2019 e 2021), Mark Zuckerberg deixou de ser “apenas” o nerd que ficou bilionário passando a perna em seu sócio na criação do Facebook para se tornar um dos homens mais poderosos do planeta, capaz de controlar a informação a ponto de influenciar (e minar) os rumos democráticos de inúmeras nações.

Roteirista do primeiro filme (dirigido por David Fincher), Aaron Sorkin assumiu também a direção do segundo, que leva para as telas o episódio em que a funcionária do Facebook Frances Haugen (Mikey Madison) passou ao jornalista Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), do The Wall Street Journal, documentos internos que mostravam que 64% dos usuários do Facebook que entravam em grupos extremistas eram incentivados pelo algoritmo da plataforma, estimulando a adesão ao radicalismo e discursos de ódio.

Bonequinho aplaude: leia a crítica. Mark Zuckerberg (Jeremy Strong) em 'O outro lado das redes'

Divulgação ‘Razão e sensibilidade’

Depois de uma versão dirigida por Ang Lee em 1995 com Emma Thompson, Kate Winslet e Hugh Grant, o clássico de Jane Austen ganha uma nova adaptação para a tela grande da diretora Georgia Oakley,. Agora, as protagonistas são Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles, que interpretam as irmãs Dashwood, uma reservada, a outra impulsiva.

Na trama, elas enfrentam dificuldades financeiras e descobrem os desafios do amor na Inglaterra do século XIX. 'Rosebush Pruning'

O elenco de "Rosebush Pruning" Divulgação

O cinema de Karim Aïnouz transborda brasilidade desde “Madame Satã” (2002). Mas, alternando sua vida em Fortaleza e São Paulo com anos em Paris, Nova York e Berlim, sua carreira tem um pé aqui e outro fora.

Ele buscou equilibrar culturas diferentes em “O jogo da rainha” (2023), drama de época sobre a monarquia inglesa, e agora “Rosebush pruning”, que é um aparente “eat the rich”, ao qual o cineasta traz ambiguidade e certa empatia. O longa exibido em competição no Festival de Berlim é uma adaptação do filme de estreia do italiano Marco Bellocchio, “De punhos cerrados” (1965).

Karim troca a matriarca tóxica por um patriarca tóxico (Tracy Letts) para falar de uma família estadunidense para quem o adjetivo “disfuncional” seria elogio. Bonequinho olha: leia a crítica.

'Se eu fosse você 3' Em “Se eu fosse você 3”, Gloria Pires e Tony Ramos não surgem mais como protagonistas, e sim em participações.

Seus personagens, Helena e Claudio, são os pais da chefe de cozinha Bia (Cleo Pires), casada com o instrutor de esporte Aquiles (Rafael Infante). Dessa vez, a troca de corpos acontece entre a dupla mais jovem.

O resultado não é dos melhores. O roteiro de Leandro Soares não aposta em piadas apelativas, mas a interação entre os personagens principais fica prejudicada por diálogos pouco inspirados e humor físico desgastado.

Bonequinho dorme: leia a crítica. 'Se eu fosse você 3': Bonequinho dorme

Arte do GLOBO ‘Street Fighter’

A nova versão da franquia do icônico videogame mistura ação e comédia e acompanha os lutadores Ryu e Ken , que voltam ao combate para participar do Torneio World Warrior. Com Jason Momoa e 50 Cent.

Dirigido por Kitao Sakurai 'A terra do meu pai'

Em julho de 1949, após um autoexílio de 16 anos entre Suíça e EUA, Thomas Mann, autor de “A montanha mágica”, entre outros clássicos, retornou à sua terra natal, Alemanha. Ou melhor, às “Alemanhas”.

Em “A terra do meu pai” (“Fatherland”), o realizador polonês Pawel Pawlikowski (melhor diretor em Cannes 2026) dá continuidade a “Ida” (Oscar de melhor filme internacional em 2013) e “Guerra Fria” (2018), calcados em destroços humanos da Segunda Guerra. Com precisão cirúrgica, em enquadramentos rigorosos, cintilante fotografia em preto e branco de Lukasz Zal, e atuações notáveis de Hanns Zischler e Sandra Hüller, o diretor ousa comprimir em exíguos 82 minutos uma fatia da complexa família Mann.

Bonequinho aplaude de pé: leia a crítica. Sandra Hüller em 'A terra do meu pai' (2026)

Divulgação 'Três horas para viver'

Nos momentos mais exasperantes, o personagem de Rodrigo Santoro perde o controle emocional e xinga e pragueja em alto e bom português em “Três horas para viver”, produção americana rodada em locações na Austrália. Mesmo desenvolvido dentro das linhas da caricatura, o vilão interpretado pelo brasileiro oferece os momentos mais memoráveis dessa aventura rocambolesca, exagerada e cheia de adrenalina dirigida pelo ex-dublê Scott Waugh, que recicla descaradamente os clichês dos filmes de ação dos anos 1980 e 1990.

Bonequinho dorme: leia a crítica. ‘Um tio quase perfeito 3’

Com Debora Lamm e Ana Lúcia Torre também no elenco da comédia, Marcus Majella volta a interpretar Tio Tony, que, depois de cuidar dos sobrinhos, agora crescidos, se vê solitário. Sua rotina muda quando a bebê Alice é deixada na porta de sua casa.

Direção de Pedro Antônio. 'Verity'

Na adaptação de Michael Showalter do best-seller de Coleen Hoover, Lowen Ashleigh (Dakota Johnson) é uma escritora contratada para concluir a série de livros de sucesso de Verity Crawford (Anne Hathaway), autora que ficou incapacitada após um acidente. Hospedada na casa de Verity e de seu marido, Jeremy (Josh Hartnett), Lowen encontra um manuscrito perturbador que revela segredos da família e se vê envolvida em um triângulo marcado por desejo, suspense e dúvidas sobre o que é verdade.

Bonequinho dorme: leia a crítica. Jogo de mentiras: Dakota Johnson em 'Verity', thriller baseado no best-seller de Coleen Hoover

Arte do GLOBO sobre foto de divulgação/Alisha Wetherill

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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