Grupo maranhense de 50 anos entregou 3.131 moradias em 2025, quer chegar a 5.557 neste ano e começa a buscar áreas no interior paulista em 2027 A família de Parmênio Mesquita de Carvalho, que fundou a Canopus Construções em São Luís (MA) em 1976, tem hoje 12.243 apartamentos em obra no Nordeste e no Pará.
Os dados foram publicados pela Exame no sábado (31). Os 12 mil imóveis não são um estoque de aluguel, e sim unidades em construção, quase todas vendidas na planta.
Segundo a revista, o grupo faturou R$ 1,2 bilhão em 2025, projeta R$ 1,5 bilhão em 2026 e prepara a compra de terrenos no interior de São Paulo a partir de 2027. Parmênio começou com projetos pequenos e logo fixou a base da empresa na capital maranhense, de acordo com a Exame.
A Canopus completa 50 anos em 2026. Na pandemia, o fundador, hoje com cerca de 80 anos, reduziu a participação no dia a dia e os filhos assumiram mais espaço.
A partir de 2021, a família passou a contratar executivos de fora, entre eles Kleiber Fontes, diretor financeiro do grupo. Os sobrenomes aparecem na vice-presidência.
Álvaro Carvalho, Igor Carvalho, Parmênio Junior e Thiago Carvalho foram apresentados como vice-presidentes em conteúdo de marca da própria Canopus publicado no jornal O Liberal, em março. A Exame lista os principais indicadores do grupo, que reúne ainda a Parmênio Empreendimentos Imobiliários, a CNS LOG e o Pátio Norte Shopping.
Pela conta da revista, a Canopus já entregou mais de 50 mil moradias. O site oficial da construtora traz um número menor, de mais de 32,6 mil unidades entregues, além de 2,15 milhões de metros quadrados construídos.
A empresa ainda administra mais de 180 imóveis comerciais na Grande São Luís e um complexo logístico de 112 mil metros quadrados de área locável, segundo a Exame. Em 2018, a Canopus abandonou os projetos de médio e alto padrão e passou a construir só para as faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida.
Pela Portaria MCID nº 333, de março de 2026, essas faixas atendem famílias urbanas com renda mensal de R$ 3.200,01 a R$ 9.600. O método de obra explica parte do ritmo.
A construtora usa paredes de concreto moldadas em fôrmas de alumínio, trabalha com três plantas principais e recebe portas e janelas pré-fabricadas, de acordo com a Exame. Em alguns empreendimentos, o prazo caiu de quase três anos para cerca de 20 meses.
O grupo financia a operação principalmente com recursos próprios. Em junho de 2026, a Canopus fez a primeira emissão de notas comerciais, conforme os comunicados publicados na sua página de relações com investidores.
Hoje a construtora atua no Maranhão, no Piauí, no Ceará e no Pará, onde chegou no fim de 2025. Pernambuco deve gerar receita a partir de 2027, segundo a Exame.
Para São Paulo, o plano é começar a comprar terrenos no interior em 2027. A empresa já montou uma estrutura local e estuda cidades, concorrentes e demanda, mas ainda não anunciou nenhum lançamento no estado.
A revista aponta um risco no caminho: o aumento de imóveis encalhados em partes do mercado paulista pode frear as vendas e exigir mais capital próprio. Fundos imobiliários também disputam esse segmento, como mostrou O Antagonista ao tratar dos fundos de olho na nova faixa do programa.
Quem compra pelo programa deve acompanhar ainda a decisão do STJ que passou a admitir a penhora desses imóveis. No Pátio Norte Shopping, aberto em 2015 com cerca de 26 mil metros quadrados de área bruta locável, a Canopus planeja ampliar entre 9 mil e 10 mil metros quadrados em 2027 e 2028.
O grupo também estuda um fundo imobiliário próprio, ainda sem decisão, de acordo com a Exame.
O Antogonista