Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

Família denuncia agressão a Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio - Foto
Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

Agência Brasil – A filha de Marielle Franco, Luyara Franco, denunciou nas redes sociais uma ofensa à vereadora carioca assassinada em 2018. Segundo a postagem, foram feitos comentários racistas contra Marielle em um grupo de WhatsApp com integrantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). 

“Mais uma vez, atacam a memória da minha mãe com o ódio e o racismo. Dói, revolta, mas não vai nos silenciar.

Racismo é crime! Exigimos respeito, apuração e posicionamento da PUC-Rio”, afirmou Luyara, em postagem compartilhada com o Instituto Marielle Franco.  Segundo Luyara, uma pessoa teria usado o termo “macaca” e questionado como Marielle teria pagado a própria faculdade.

Marielle foi aluna da PUC-Rio, onde cursou sociologia.  “A gente está falando de uma mulher negra, que ocupou a universidade, que construiu sua trajetória com muito trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade.

Uma mulher que teve sua vida interrompida pela violência política e que mesmo depois de ser assassinada, continua sendo alvo de racismo”, diz Luyara.   “Isso não é brincadeira, não é opinião, não é liberdade de expressão.

Racismo é crime”, acrescenta.  O crime de racismo está previsto na Constituição Federal.

Trata-se de crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não caducam, com pena de reclusão e multa.  Em nota, a PUC-Rio diz que recebeu denúncias pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias e que foi aberta investigação interna para apurar o ocorrido e adotar todas as medidas administrativas e legais cabíveis.

“A PUC-Rio rechaça veementemente qualquer ato discriminatório, incluindo racismo e injúria racial”, e acrescenta: “Como universidade confessional e comunitária, a PUC-Rio emitiu uma nota de repúdio, divulgada a toda a comunidade universitária, reafirmando seu compromisso com a promoção de uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco”, diz a universidade.

Ofensa em ato  Recentemente, Marielle foi alvo de outra ofensa, no último dia 13, em ato perto da PUC-Rio, por apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). 

Em vídeos que circularam nas redes sociais, bolsonaristas ironizaram o assassinato de Marielle Franco. Um dos manifestantes falou em um carro de som: “Marielle está com papai do céu”, e acrescentou, “ou no colo do capeta”.   

O caso ganhou repercussão. Também na ocasião, nas redes sociais, Luyara Franco, e a irmã de Marielle, a deputada federal eleita Anielle Franco (PT), publicaram vídeos defendendo a vereadora. 

Assassinato de Marielle O crime ocorreu em março de 2018. O carro da vereadora Marielle Franco foi alvejado quando ela saia de ato no centro do Rio.

Ela e o motorista Anderson Gomes foram assassinados.  Assassinos confessos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram condenados em 2024.

  Também foram condenados pelo crime:  

Robson Calixto, ex-policial militar. Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro,

Chiquinho Brazão, ex-deputado federal,  Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, 

Ronald de Paula, major da Polícia Militar e Robson Calixto, ex-policial militar.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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