A proposta de criação de um museu dedicado aos urbanistas Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy, responsáveis pelo planejamento de Goiânia, voltou a ganhar força após uma nova articulação entre arquitetos, agentes culturais, representantes da imprensa e lideranças políticas. A intenção é instalar o espaço na futura sede do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO), no prédio que anteriormente abrigava a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
A discussão sobre a preservação da memória dos urbanistas já havia sido levantada pela coluna Bolha, do jornalista Herbert Moraes, no Jornal Opção. Em reportagem publicada em 4 de julho deste ano, a coluna destacou a falta de reconhecimento a Attilio Corrêa Lima, considerado o “inventor de Goiânia”, e defendeu a criação de um espaço dedicado à história dos dois profissionais que contribuíram para a concepção da capital.
A iniciativa recebeu o apoio do vereador Anselmo Pereira (MDB), decano da Câmara Municipal de Goiânia; do cineasta e pioneiro da televisão goiana Antônio Eustáquio da Silva, conhecido como “Taquinho”; e da escritora, poeta e historiadora Narcisa Abreu Cordeiro. Os três defenderam a criação do museu em declarações ao Jornal Opção.
Leia também: Attilio Corrêa e Armando de Godoy, os homens que inventaram Goiânia Ao ser procurado pela reportagem, o presidente do TCM-GO, Joaquim Alves de Castro, confirmou, nesta sexta-feira, 30, que a instituição recebeu oficialmente a proposta de instalação do museu e que a possibilidade está sendo analisada pela equipe técnica responsável pela reforma do antigo prédio da Assembleia Legislativa de Goiás.
Joaquim de Castro, presidente do TCM-GO | Foto: Divulgação/TCM-GO Segundo Joaquim, o pedido chegou recentemente ao tribunal por intermédio do cineasta Antônio Eustáquio da Silva, que levou a demanda apresentada pelos defensores do projeto.
“Ele levou o pedido para criação do museu dentro do prédio do TCM”, afirmou. O presidente explicou que a proposta ainda se encontra em fase preliminar de avaliação e depende da compatibilidade entre o espaço disponível e as necessidades do futuro equipamento cultural.
“Tem um pedido neste sentido, mas estamos vendo se tem como abrigar. Uma associação fez este pedido.
Tendo como abrigar, será para nós um ganho enorme”, declarou. De acordo com o presidente, uma das principais questões em análise é a disponibilidade física necessária para acomodar o museu sem comprometer as atividades institucionais do tribunal.
“Ainda estamos fazendo uma avaliação, pois o museu precisa de uma área mínima de 100 metros quadrados. O pedido foi entregue esta semana.
Preciso discutir com os arquitetos”, explicou. O presidente disse que a decisão dependerá dos estudos realizados pela equipe responsável pela adequação do edifício.
Caso seja constatada a viabilidade de implantação, a ideia é que o espaço seja incorporado ao projeto final da nova sede. “Se tivermos condições no espaço físico, será dentro do prédio do TCM”, afirmou.
Joaquim também falou que vê de forma positiva a possibilidade de receber um acervo relacionado à memória urbanística de Goiânia, desde que a estrutura comporte adequadamente a iniciativa. “Tendo a área disponível, será bom receber o acervo”, disse.
O esboço da ideia será levado ao presidente do TCM-GO pelo decano da Câmara O projeto também ganhou o apoio do vereador Anselmo Pereira, atualmente em seu 11º mandato na Câmara Municipal de Goiânia.
Ao Jornal Opção, o parlamentar defendeu a criação do museu como uma forma de resgatar e valorizar a memória dos urbanistas responsáveis pela concepção da capital goiana. Vereador Anselmo Pereira | Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção
Para Anselmo, Goiânia ainda possui uma dívida histórica com os profissionais que planejaram a cidade. “A coletividade de Goiânia deve muito a fazer um destaque que está atrasado à história do planejamento de Goiânia por Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy.
Eles se dedicaram muito a essa cidade”, afirmou. Segundo o vereador, os urbanistas foram pioneiros da área no Brasil e trouxeram influências internacionais que marcaram profundamente a identidade arquitetônica da capital.
“Attilio foi um dos primeiros urbanistas do Brasil formado na França e trouxe de lá uma influência muito grande. Hoje somos a segunda maior cidade do mundo em Art Déco”, declarou.
Anselmo disse ainda que a importância de Attilio Corrêa e Armando de Godoy vai além da arquitetura monumental e pode ser percebida no próprio planejamento ambiental da cidade. Segundo ele, Goiânia foi concebida com forte integração entre áreas urbanizadas e espaços verdes.
“Eles já previam Goiânia como uma capital do Cerrado e ordenaram os traços urbanísticos da cidade em meio a dezenas de parques e bosques”, disse. O parlamentar citou como exemplo a criação de áreas verdes que ajudaram a moldar a identidade urbana da capital.
“Attilio planejou a cidade no meio de bosques para amenizar a questão do calor e melhorar a qualidade de vida. Isso demonstra a importância de ter uma pessoa que planeja com competência”, afirmou.
Para o vereador, o museu teria também uma função educativa ao apresentar às novas gerações a história do planejamento urbano de Goiânia. “Nós devemos muito ao Attilio Corrêa Lima [e ao Armando de Godoy] mostrar para as futuras gerações que Goiânia é uma cidade planejada”, destacou.
Antiga sede da Assembleia Legislativa de Goiás | Foto: Reprodução Em relação às tratativas para instalação do espaço no futuro prédio do TCM-GO, Anselmo revelou que um grupo de intelectuais pretende se reunir com o presidente da instituição nos próximos dias para apresentar oficialmente a proposta.
“Nós estamos marcando para a semana que vem uma comissão de intelectuais para visitar o presidente do TCM e levar um esboço da ideia de reservar pelo menos cem metros quadrados do átrio interno do futuro tribunal para abrigar esse acervo”, explicou. Segundo ele, o objetivo inicial não é discutir o projeto museográfico detalhado, mas sensibilizar a direção do TCM quanto à importância cultural da iniciativa.
“A minha primeira participação vai ser sensibilizar politicamente e administrativamente o presidente do TCM para que ele abra um espaço dentro da futura sede”, afirmou. Anselmo disse que o museu poderia se transformar em um atrativo adicional para os visitantes da instituição.
“As pessoas iriam ao TCM e encontrariam uma história ali dentro”, observou. De acordo com o vereador, caso o espaço seja aprovado, especialistas ligados à área cultural e arquitetônica ficarão responsáveis pelo detalhamento técnico da exposição, incluindo a organização das obras, documentos e materiais históricos relacionados à construção da capital.
O parlamentar também acredita que a criação do museu poderá estimular outras cidades goianas a desenvolverem iniciativas semelhantes de preservação da memória local. “Pode inclusive ser um caminho a ser seguido por outros prefeitos.
Muitas cidades precisam criar espaços históricos para mostrar às futuras gerações como elas foram formadas”, afirmou. Na avaliação de Anselmo, o equipamento cultural poderá servir como instrumento pedagógico para estudantes da capital.
“Esse museu deve servir de visitação para colégios, para estudantes do primeiro e do segundo grau conhecerem quem idealizou Goiânia”, declarou. O vereador destacou ainda a importância de personagens históricos ligados à fundação da cidade, como Pedro Ludovico Teixeira, Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy.
Segundo ele, a criação do museu ajudaria a difundir esse conhecimento entre os moradores da própria capital. “Tem muita gente que mora na cidade e não sabe como ela foi formada”, afirmou.
Ao defender que o espaço receba os nomes de Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy, Anselmo argumentou que ambos tiveram papel decisivo na configuração urbanística de Goiânia. “Eu acho que esse museu deve levar o nome dos dois, porque foram responsáveis pelo planejamento urbanístico da cidade de Goiânia”, disse.
O vereador também voltou a destacar a influência dos conceitos urbanísticos introduzidos por Attilio Corrêa Lima na preservação ambiental da capital. Segundo ele, a concepção dos bosques originais inspirou o desenvolvimento posterior de diversos parques públicos.
“Goiânia hoje é considerada uma das cidades mais verdes do mundo. A quem devemos isso? À ideia de Attilio Corrêa Lima de combinar o concreto com o verde”, declarou.
Para Anselmo Pereira, a eventual instalação do museu dentro da sede do Tribunal de Contas dos Municípios produziria benefícios tanto para a preservação da memória histórica quanto para a própria instituição. “Todo mundo vai perguntar onde está o Museu Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy e a resposta será: está no TCM.
Eu acho que combina as duas coisas”, concluiu. Narcisa Abreu defende há anos que projeto seja instalado no antigo prédio da Alego
A iniciativa vem sendo defendida há anos pela historiadora, escritora, poeta, escultora e cantora Narcisa Abreu Cordeiro, que busca reservar uma área do antigo prédio da Alego, atualmente em processo de adaptação para sediar o Tribunal de Contas dos Municípios. Ao Jornal Opção, Narcisa disse que a ideia surgiu ainda em 2020, quando ela propôs a instalação do Museu Attilio Corrêa Lima no edifício da Assembleia Legislativa.
“Saiu uma matéria, quase meia folha de jornal, falando da minha proposta de colocar lá o Museu Attilio Armando”, relembrou. Narcisa Abreu Cordeiro | Foto: Samuel Oliveira
Naquele momento, a historiadora defendia a utilização do espaço pela relevância histórica e pelas dimensões do prédio. A proposta, porém, acabou despertando o interesse de outros segmentos da área cultural, que passaram a defender um projeto mais amplo.
“Esses artistas reuniram e falaram que a minha proposta tinha que ser mais ampla, que lá devia ser o Palácio da Cultura”, contou. A discussão ocorreu antes da definição do novo destino do imóvel.
Conforme Narcisa, ainda não existia a perspectiva da transferência do Tribunal de Contas dos Municípios para o local. “Naquela época não se falava em Tribunal de Contas do Município.
Só sabíamos que a Assembleia sairia para o Lozandes”, afirmou. A proposta cultural acabou sendo interrompida com a decisão do Governo de Goiás de destinar o prédio ao TCM-GO.
“Aí apagou toda a história. Não ficou nem Museu Attilio, nem das Artes Plásticas, porque o Tribunal precisaria de toda a área”, disse.
O assunto voltou à pauta recentemente após uma conversa com o cineasta Taquinho, que, segundo Narcisa, possui interlocução com o presidente do TCM-GO, Joaquim de Castro. O cineasta teria sugerido o retorno da ideia em formato mais enxuto, compatível com a nova ocupação do edifício.
“Eu falei para ele que ainda poderia pleitear isso novamente, fazendo um novo pedido para retomar o assunto do museu”, relatou. Segundo ela, após uma primeira conversa, o presidente do tribunal demonstrou interesse em analisar a proposta.
“Ele achou interessante porque seria apenas uma área pequena do museu”, contou. Nas tratativas, Narcisa foi consultada sobre a dimensão necessária para implantação do espaço.
Como estimativa inicial, sugeriu aproximadamente 100 metros quadrados. “Falei para o Taquinho que seria mais ou menos uns 100 metros quadrados.
A gente tem que dimensionar, senão eles não prosseguem. Depois a arquiteta vai ver se adapta ou não”, explicou.
A proposta foi encaminhada à equipe responsável pela reforma do prédio para avaliação técnica da possibilidade de adaptação do espaço. Narcisa destaca, entretanto, que não chegou a manter contato direto com os arquitetos envolvidos no projeto.
“Eu não conheço a arquiteta que está trabalhando lá. Passei apenas essa sugestão por intermédio do Taquinho”, afirmou.
De acordo com Narcisa, não existe disputa entre os diferentes grupos que defendem a preservação desse patrimônio histórico. “Não tem nenhuma adversidade, nenhuma divergência.
Nós queremos é reunir tudo e executar isso lá”, declarou. A mobilização passou a envolver também o vereador Anselmo, o Dr.
Jales e outros apoiadores. A intenção, segundo a historiadora, é promover uma reunião conjunta com a presidência do Tribunal de Contas para apresentar formalmente o interesse da sociedade pela implantação do museu.
“Nós temos que unir todos e fazer um apelo ao presidente. Mostrar que existem outras pessoas interessadas também e retomar esse processo”, afirmou.
Para Narcisa, o futuro museu teria uma função que vai além da preservação da memória. A proposta prevê que o espaço se transforme em um centro de interpretação da história urbana de Goiânia, funcionando como ponto de partida para visitantes interessados em conhecer o patrimônio Art Déco da capital.
“Esse museu vira quase que uma sala de aula. As pessoas vão ter uma verdadeira aula de urbanismo antes de iniciar o circuito”, explicou.
A historiadora acredita que a experiência permitiria aos visitantes compreender melhor os conceitos que orientaram a construção da cidade. “Não é só entender o Art Déco.
Nós temos que colocar Goiânia como uma cidade concebida também como símbolo ambiental”, destacou. Segundo ela, a proposta prevê uma imersão histórica antes das visitas aos edifícios e espaços públicos da capital.
“As pessoas vão conhecer a importância e a essência do projeto antes de visitar os prédios e os parques, mas já entendendo a fundamentação dos arquitetos Attilio e Armando”, disse. Narcisa defende ainda que o museu seja o primeiro ponto do roteiro turístico relacionado à arquitetura da cidade.
“Seria o ponto inicial do circuito. Senão as pessoas vão conhecer esses prédios sem uma história, sem uma base histórica”, argumentou.
A ideia inclui a instalação de recursos audiovisuais capazes de apresentar aos visitantes a trajetória dos profissionais responsáveis pelo planejamento urbano da capital. “Esse museu tem que ter um vídeo para as pessoas conhecerem todo o processo”, sugeriu.
Um outro ponto destacado por Narcisa é a existência de um acervo já disponível para utilização imediata. Segundo ela, ao lado da arquiteta Jacira Rosa Pires, promoveu cerca de dez exposições sobre Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy ao longo dos últimos anos em Goiânia.
“Nós fizemos praticamente dez exposições de Attilio e Armando. Fizemos um verdadeiro museu itinerante em Goiânia”, afirmou.
Parte desse material encontra-se atualmente preservada em instituições culturais da capital. “Esse material já está aqui.
É só pegar e levar para lá. Então nós já temos o acervo”, ressaltou.
A proposta inicial prevê a utilização de reproduções e cópias de documentos históricos, evitando os desafios relacionados à guarda de originais pertencentes aos familiares de Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy. “Para pedir os originais é uma coisa muito complicada.
Tem autorização, contratos. Isso demoraria muito tempo.
As cópias já permitem uma instalação rápida”, explicou. Além do espaço expositivo tradicional, Narcisa sugere a utilização de áreas de circulação do próprio edifício.
“Nós podemos usar até o saguão. Os quadros podem ficar instalados lá e o guia conduzir os visitantes em uma área de uso múltiplo”, afirmou.
Ela também destaca o potencial de integração entre o museu e outros equipamentos urbanos da região. “A integração do museu com o Bosque dos Buritis é fantástica, porque o Bosque dos Buritis é projeto do Attilio Corrêa Lima”, observou.
Segundo a historiadora, a evolução das discussões fez com que a proposta inicial também passasse por mudanças conceituais. O projeto originalmente pensado como Museu AA, em referência a Attilio Corrêa Lima e Armando de Godoy, passou a incorporar novas contribuições também.
Ao mesmo tempo que a reforma do prédio avança para a etapa final, os defensores da iniciativa seguem articulando reuniões e conversas para viabilizar a implantação do espaço. O objetivo é construir uma proposta unificada que reúna diferentes setores interessados na preservação da memória urbanística de Goiânia e na valorização da obra dos profissionais responsáveis pelo projeto original da capital goiana.
“Taquinho” articulou com o presidente do TCM-GO A rearticulação mais recente da proposta contou com a participação do cineasta e documentarista Antônio Eustáquio da Silva, conhecido como “Taquinho”, considerado um dos pioneiros da televisão goiana e um dos primeiros cinegrafistas em atividade no estado.
Ao Jornal Opção, ele disse que o seu papel foi atuar como intermediador entre os defensores do projeto e a direção do TCM-GO. “Essa ideia toda é da Narcisa.
Eu só estou servindo de ponte porque tenho um bom relacionamento com o presidente”, afirmou. Antônio Eustáquio da Silva, conhecido como “Taquinho” | Foto: Reprodução/Facebook
O cineasta enfatizou que a concepção do museu e os estudos relacionados ao legado urbanístico de Goiânia são conduzidos por Narcisa Abreu e pelos pesquisadores envolvidos na preservação da memória dos idealizadores da capital. “Todo o mérito é da Narcisa.
A ideia é dela. Ela que domina essa questão”, declarou.
Segundo Taquinho, o presidente do TCM-GO, Joaquim de Castro, recebeu a proposta de forma receptiva durante as conversas preliminares. “O doutor Joaquim, com a sua sensibilidade, recebeu a ideia com muita boa vontade e achou a ideia boa demais”, afirmou.
De acordo com ele, a possibilidade de reservar um espaço para o museu está sendo analisada simultaneamente ao andamento das obras de adaptação do novo prédio do TCM-GO. “Eles estão num momento de reconstrução do prédio, mas ele foi muito positivo e muito acessível à ideia”, relatou.
Para Taquinho, a implantação de um espaço museológico dedicado à história da capital pode agregar valor institucional e cultural ao complexo que receberá diariamente visitantes de diversas regiões do estado. “Eu acho que esse museu agregaria muito valor ao instituto pela sua parte histórica”, disse.
O documentarista também destacou o alcance estadual do Tribunal de Contas dos Municípios, que recebe representantes de cidades de todas as regiões goianas. Nesse contexto, avalia que um espaço voltado à memória urbana de Goiânia poderia contribuir para ampliar o conhecimento sobre a origem e o planejamento da capital.
Ao comentar a relevância do tema para as novas gerações, Taquinho observou que parte da população ainda desconhece a dimensão do trabalho realizado pelos urbanistas responsáveis pela concepção da cidade. “Attilio Corrêa Lima, Armando de Godoy e esse pessoal do planejamento de Goiânia precisam ser mais conhecidos”, afirmou.
O cineasta ressaltou ainda a importância histórica do projeto urbanístico da capital. “O projeto inicial de Goiânia tem uma conexão muito forte com ideias modernas.
É um projeto muito avançado”, declarou. Ao comentar o assunto, Taquinho reforçou que sua atuação no processo tem sido exclusivamente de interlocução institucional entre os idealizadores do projeto e o TCM-GO.
“Eu estou servindo só de ponte mesmo. Tenho um bom relacionamento com o doutor Joaquim e estou ajudando nessa conversa”, concluiu.
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Attilio Corrêa e Armando de Godoy, os homens que inventaram Goiânia
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