O foco da delação de João Carlos Mansur é a sua conexão com Daniel Vorcaro e a teia de fundos que abasteceu o esquema do banco O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu nesta sexta-feira 6 homologar o acordo de delação premiada de João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos.
Ele é investigado por envolvimento no caso Master, banco de Daniel Vorcaro. Mansur se propôs a pagar 40 milhões de reais em multas, além de revelar detalhes sobre as irregularidades.
A decisão de Fachin foi revelada inicialmente pelo portal UOL e confirmada por CartaCapital. O foco da delação de Mansur é na sua conexão com Vorcaro, que está preso desde março, e a teia de fundos que abasteceu o suposto esquema criminoso do Master. O acordo traz ainda quais fundos e empresas teriam sido usadas para desviar recursos e inflar patrimônios artificialmente
Mansur é fundador da Reag Investimentos, atualmente CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários – que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 15 de janeiro. Ele foi alvo da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master, e da Operação Carbono Oculto, que mirava ligações com o crime organizado.
A trajetória de Mansur inclui passagens pelo futebol e por funções políticas no Palmeiras. Em 2009, meses após ser eleito para o Conselho de Orientação e Fiscalização, o empresário foi pivô de uma crise interna.
Na ocasião, o comando do clube solicitou que o COF apurasse um contrato de consultoria em nome de Mansur para as obras de transformação do Parque Antarctica em Allianz Parque. Mansur também participou de negociações diretas envolvendo joga dores de futebol ao longo de sua carreira no setor de investimentos.
Em 2024, anunciou uma parceria da gestora com Vitor Reis, à época zagueiro do Palmeiras. O empresário também passou pelos setores de petróleo e gás, contratação de serviços por plataformas sociais, imobiliário e de engenharia.
Gabriel Andrade Editor do site de CartaCapital Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo.
Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global. Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Carta Capital