O petróleo bruto foi o principal destaque das exportações em outubro, com crescimento de 122,6% em relação ao mesmo mês de 2025. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior da Secex, Herlon Brandão.
“Temos observado, pelo segundo mês consecutivo, o aumento significativo em exportação de petróleo bruto”, disse Brandão, durante entrevista coletiva para apresentar os dados da balança comercial de outubro, que registrou superávit de US$ 9,32 bilhões. No mês, o volume de petróleo bruto embarcado cresceu 62,9%, enquanto os preços avançaram 36,7% na comparação com outubro do ano passado.
Segundo Brandão, a combinação do aumento do volume exportado e dos preços contribuiu para que a receita com as vendas da commodity chegasse a US$ 8,54 bilhões. O desempenho das exportações de petróleo bruto também contribuiu para o crescimento das vendas brasileiras à União Europeia (UE) e aos Estados Unidos, que avançaram 32% e 87%, respectivamente.
No caso dos EUA, as exportações passaram de US$ 2,3 bilhões para US$ 4,3 bilhões, um aumento de US$ 2 bilhões. O petróleo bruto respondeu por cerca de metade desse avanço, afirmou o diretor.
“A contribuição dos combustíveis é mais da metade do crescimento para os Estados Unidos”, acrescentou ele. Brandão ponderou, no entanto, que a base de comparação também influenciou o resultado.
“Temos uma base de comparação muito deprimida. Outubro do ano passado foi o vale da exportação para os Estados Unidos no ano, um mês já sob o efeito do tarifaço.
Isso ajuda a explicar esse crescimento de 87% para esse destino”, disse. China
Em relação à queda de 5,3% das exportações brasileiras para a China, Brandão afirmou que o recuo foi influenciado pelo desempenho da carne bovina, cujos embarques foram afetados pelo esgotamento da cota chinesa.
Valor