FEPAL: Brasil não pode ser colônia de férias para genocidas israelenses

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) emitiu uma nota contundente sobre a presença de cidadãos israelenses no país, exigindo ações do governo brasileiro para restringir a entrada de indivíduos envolvidos em operações militares na Faixa de Gaza. A declaração, assinada por Marcos Feres, denuncia episódios recentes de intimidação e vandalismo na Bahia.

Incidentes na Bahia motivam protesto – O estopim para a manifestação da FEPAL foram os relatos de que turistas israelenses teriam intimidado moradores em Itacaré, no litoral sul baiano. Segundo a nota, esses indivíduos tentaram vandalizar e pressionaram pelo apagamento de uma intervenção artística na cidade.

O documento traça um paralelo entre o comportamento desses turistas e as ações militares de Israel. A FEPAL acusa as forças israelenses de promoverem “a maior matança proporcional de crianças da história no genocídio em Gaza” e uma “campanha colonial de limpeza étnica e terrorismo sionista na Cisjordânia”.

Restrições de entrada e soberania nacional – A nota expressa indignação com o fato de que “criminosos de guerra israelenses” estejam viajando para o Brasil, especialmente para o litoral baiano, para “descansar” após participarem de operações militares. A FEPAL relata “inúmeros casos documentados de agressão física, racismo e destruição de patrimônio” envolvendo esses indivíduos.

A entidade relembra o caso de Yuval Vagdani, soldado israelense investigado por crimes de guerra que estava na Bahia. A nota afirma que Vagdani foi retirado do Brasil com apoio da embaixada de Israel e da “família Bolsonaro”, classificando o episódio como uma “violação da soberania brasileira”.

Diante desse cenário, a FEPAL exige que o governo brasileiro estabeleça mecanismos para restringir a entrada de militares israelenses envolvidos no conflito em Gaza. A medida, argumenta a entidade, não seria apenas simbólica, mas uma “necessidade para proteger cidadãos brasileiros”.

Crimes de guerra e redes sociais – A nota ressalta que a atual guerra em Gaza tem sido amplamente documentada pelos próprios militares israelenses em suas redes sociais. A FEPAL argumenta que essas publicações fornecem evidências para que organizações de direitos humanos identifiquem os responsáveis por “atrocidades contra palestinos” e busquem sua responsabilização em tribunais.

Demandas ao governo brasileiro – A FEPAL reconhece medidas diplomáticas adotadas pelo governo brasileiro, como o apoio ao processo da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça e a saída do status de membro observador da “Aliança Internacional para a Memória do Holocausto” (IHRA).

No entanto, a entidade considera essas ações insuficientes e cobra o rompimento de todas as relações, comércio e acordos de cooperação com Israel, “especialmente no campo militar e de segurança”. A nota defende ainda a investigação e o julgamento de brasileiros com dupla cidadania que tenham atuado nas forças militares israelenses em Gaza.

A FEPAL também manifesta apoio a iniciativas como a proposta pelo deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL-PE), que visa a criminalização do sionismo no Brasil. A entidade conclui a nota apelando às autoridades brasileiras para que “subam o tom contra ‘israel'” e tomem providências sobre o “livre trânsito desavergonhado de genocidas e criminosos de guerra em terras brasileiras”.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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