Daniel Sikkema, de 56 anos, foi sentenciado à prisão perpétua nos Estado Unidos pela morte do ex-marido Brent Sikkema, de 75, famoso galerista norte-americano. A decisão foi divulgada quase seis meses após a condenação por um júri em Manhattan, Nova York, em 22 de maio.
O crime aconteceu em 14 janeiro de 2024 no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio, onde Brent tinha uma casa de férias. 'Ele colocou a arma na minha cabeça e disse que ia me matar', diz empresário assaltado na Lagoa
Suspeito baleado na Lagoa foi condenado por roubo de relógio de R$ 70 mil em São Paulo No julgamento de maio, Daniel foi culpado em três acusações relacionadas à conspiração para contratar e pagar um assassino, o cubano Alejandro Triana Prevez: homicídio mediante contratação de assassino; conspiração para cometer homicídio mediante contratação; e conspiração para cometer homicídio em um país estrangeiro.
— A sentença de prisão perpétua proferida hoje responsabiliza Daniel Sikkema por um plano frio e premeditado de assassinato mediante contratação de um matador, que resultou na morte de seu ex-marido. Durante meses, o réu manipulou amigos, familiares e funcionários para executar um assassinato motivado pela ganância.
Suas ações demonstraram um profundo desprezo pela vida humana e pelo Estado de Direito. Esta sentença reflete a gravidade do crime, assim como a força e a perseverança da comunidade da vítima e de nossos parceiros das forças de segurança — declarou Jamie McDonald, procurador dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York.
O galerista americano Brent Fay Sikkema Reprodução/Instagram
Relembre o caso O pagamento pela morte de Brent começou ainda em 2023, quando Daniel contatou Alejandro Prevez.
O casal já estava separado e vivia um conturbado processo de divórcio, que envolvia até uma conhecida galeria de arte em Manhattan, na qual Brent era proprietário. Ao todo, foram feitas 11 transferências de dinheiro para Prevez e para uma pessoa com quem ele mantinha um relacionamento amoroso em Cuba.
Daniel ocultou a origem de cada pagamento utilizando as identidades de amigos, funcionários e familiares que desconheciam o verdadeiro propósito das transações. Em 14 de janeiro de 2024, Prevez assassinou Brent na casa de férias no Jardim Botânico, desferindo-lhe 18 facadas.
Minutos após o crime, Prevez ligou diversas vezes para Daniel, utilizando um número de telefone secreto que havia sido combinado entre os dois para tratar do plano de assassinato. Pela execução do crime, o cubano recebeu ainda o pagamento de US$ 5 mil, com a promessa de novas remessas posteriores.
Prevez foi preso quatro dias depois por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio. O processo criminal contra ele continua em tramitação na Justiça brasileira.
O Globo