A Eve teve prejuízo de US$ 58 milhões no terceiro trimestre de 2026, aumento de 23,9% nas perdas em um ano. A subsidiária da Embraer que desenvolve o chamado “carro voador” (eVTOL, na sigla em inglês) ainda é pré-operacional e não registra receitas.
A companhia investiu US$ 48,3 milhões em pesquisa e desenvolvimento entre julho e setembro, um aumento de 7,6% sobre o mesmo período de 2025, com o avanço nos testes em torno do seu veículo e dos serviços que pretende prestar em mobilidade aérea. A companhia aponta que os voos-teste do seu protótipo de “carro voador” continuam dentro do cronograma, chegando a um total de 73 testes desde dezembro de 2025, totalizando 3 horas e 6 minutos de voos.
Segundo a Eve, o modelo em uso nos testes simula o Eve 100, versão comercial que ela pretende vender aos clientes, mas ainda sem alguns sistemas essenciais que são necessários para a certificação do veículo, projetada para 2028. No fim do terceiro trimestre, a carteira de pedidos da Eve era de US$ 12,6 bilhões, com 28 clientes pedindo um total de 2,5 mil unidades.
Ontem, ela recebeu um pedido de 12 “carros voadores” com a brasileira FlyBIS. Segundo a empresa, houve queima de caixa de US$ 55,1 milhões no trimestre, ante US$ 60,7 milhões há um ano, reiterando a meta de consumo de caixa entre US$ 225 e US$ 275 milhões no ano, contando com liquidez de US$ 470,4 milhões.
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