Europa flexibiliza fim dos motores a combustão e abre espaço para híbridos após 2035

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu aprova proposta que reduz meta de corte de emissões e cria créditos extras para elétricos A Comissão de Meio Ambiente do Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira 5 uma proposta que ameniza as regras sobre emissões de CO² dos automóveis novos e amplia o espaço para motores a combustão, segundo informações publicadas pelo site italiano alVolante.

O texto ainda não altera a legislação em vigor, mas representa um passo relevante na revisão da norma que, na prática, inviabiliza a venda de veículos a gasolina e diesel a partir de 2035. A regulamentação atual determina, a partir de 2035, redução de 100% das emissões médias de dióxido de carbono dos escapamentos de carros novos, tendo como referência os níveis de 2021.

Na prática, a regra exclui do mercado os modelos equipados com motor a combustão. No fim de 2025, a Comissão Europeia propôs baixar o corte para 90%, compensando a diferença com o uso de aço de baixa emissão e combustíveis alternativos.

A comissão parlamentar optou por uma flexibilização maior. O compromisso aprovado prevê redução total de 95% nas emissões médias de todos os modelos vendidos anualmente em relação a 2021.

Desse total, 87,5% viriam do corte nas emissões de escapamento e 7,5% do uso de aço de baixa emissão produzido na União Europeia. O mecanismo permitiria às montadoras cumprir as metas de frota mesmo mantendo a venda de uma parcela de veículos com motor a combustão, desde que atendidas as condições previstas na norma.

A proposta não significa que qualquer carro a gasolina ou diesel poderá ser vendido sem limites depois de 2035. Continuam valendo as emissões médias dos modelos comercializados por cada fabricante e os critérios definidos em lei.

O texto também cria os chamados supercréditos, voltados a estimular elétricos de pequeno porte e modelos de alta eficiência. Um elétrico compacto com até 4,2 metros de comprimento poderia ser contabilizado como 1,4 carro no cálculo das emissões médias da frota de cada montadora.

Veículos elétricos de alta eficiência, produzidos na União Europeia e dentro de limites rígidos de consumo energético, seriam contados como 1,2 veículo. Caso sejam emplacados por programas de leasing social, o coeficiente sobe 0,1 ponto, chegando a 1,5 e 1,3, respectivamente.

Segundo o texto, o mecanismo daria às montadoras mais margem para compensar as emissões dos demais modelos da linha. A medida concentra-se em elétricos compactos fabricados no bloco europeu e prevê condições específicas para algumas modalidades de leasing social.

A proposta aprovada nesta quarta-feira não modifica a norma vigente. É uma etapa anterior à votação do Parlamento, prevista para dezembro.

Somente após definir sua posição, a assembleia poderá negociar com o Conselho da União Europeia, que representa os governos dos Estados-membros. Até o fim do processo legislativo, seguem válidas as regras atuais, que vedam motores a combustão depois de 2035.

Ainda assim, a direção política é explícita: parte relevante do Parlamento quer tornar menos rígido o caminho até 2035 e abrir espaço para diferentes tecnologias. Para os motoristas, isso pode significar mais opções de motorização na próxima década, embora ainda seja cedo para saber quais modelos permanecerão à venda e em que condições.

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