A Família Real britânica vive uma nova crise após declarações que vieram a público do Conde Charles Spencer, irmão da princesa Diana, ex-esposa do rei Charles III, que morreu em 1997, um ano após o divórcio dos dois. Spencer escreveu diversas revelações de comentários do rei antes de assumir o trono em seu livro 'Swan Song: Diana, My Sister', que será lançado neste mês, mas já teve trechos revelados. Em uma das situações, o conde diz que o então príncipe Charles, atualmente rei, disse que o mundo 'logo esqueceria' a princesa após a morte em 1997.
O caso, publicado pelo jornal britânico Daily Mail antes do lançamento oficial em 22 de setembro, relata que Charles ficou 'furioso' depois que Spencer insistiu que Diana não teria desejado que seus filhos, os príncipes William e Harry, participassem do cortejo fúnebre aos 12 e 15 anos, como havia sugerido um conselheiro sênior da Coroa Britânica. O conde afirmou que Charles respondeu: 'Não se preocupe, ela será esquecida muito em breve'. O príncipe Harry já afirmou em outras ocasiões que caminhar atrás do caixão de sua mãe aos 12 anos foi algo que nenhuma criança 'deveria ter que fazer'. Em uma entrevista à BBC em 2017, ele disse que não tinha 'uma opinião formada sobre se era certo ou errado', mas que, 'em retrospectiva', estava feliz por ter participado daquele dia. 'Ele [Charles] expressou ao telefone o que sempre interpretei como seu desprezo reprimido por Diana e seu horror com o impacto que a morte dela teve no mundo. 'Não se preocupe', disse ele, 'nós a esqueceremos muito em breve', escreveu o irmão de Lady Di. O caso ocorreu em um momento que a Família Real se preparava para sediar uma cúpula sobre tecnologia, mas que acabou ofuscada. Uma das alegações mais chamativas do livro é que o Príncipe Charles ficou 'extremamente eufórico' durante um telefonema após a morte de Diana. Em um dos momentos descrevendo os acontecimentos após a morte dela num acidente de carro em 1997, o conde escreve: 'O telefone tocava constantemente. O príncipe Charles abordou-me quando eu subia as escadas'. 'Ao contrário dos outros que me ligaram, que estavam atônitos, mal conseguindo articular suas condolências e ofertas de ajuda, ele parecia eufórico - como um ganhador da loteria, lembro-me de ter pensado na época'. 'Ele me informou que havia comunicado a William e Harry a morte da mãe deles logo pela manhã, em seus quartos em Balmoral. Tudo soava estranhamente natural, dada a enormidade da tragédia. "Olhando para trás agora, suspeito que a primeira reação do príncipe tenha sido pensar mais em como esse evento poderia o libertar para se casar com a mulher que amava, em vez de lamentar a perda de alguém que não amava'. Rei Charles III Foto por CHRIS JACKSON / POOL / AFP Na época de sua morte, Lady Diana e Charles estavam divorciados após 15 anos de casamento. A dissolução oficial foi finalizada em 28 de agosto de 1996, quando o Tribunal Superior de Londres emitiu o decreto definitivo dissolvendo legalmente o casamento. No entanto, o casal já estava formalmente separado desde dezembro de 1992, um anúncio feito publicamente pelo governo britânico na Câmara dos Comuns. O Palácio de Buckingham negou a alegação feita pelo irmão mais novo da falecida princesa em um comunicado. 'Embora, por princípio, não comentemos livros , Sua Majestade está ciente de que a dor de perder um irmão pode nublar a razão, afetar o julgamento e distorcer as memórias de maneiras que outros não reconhecem, mesmo muitos anos após tal perda', afirmou o texto em nome do Rei Charles III. O príncipe Harry, duque de Sussex, e sua esposa Meghan, duquesa de Sussex. Jonathan Brady / POOL / AFP
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