EUA propõem taxas para navios da Espanha e limites à importação de azeite

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Fonte da notícia: Valor Valor

A Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos propôs nesta quarta-feira a imposição de uma taxa de US$ 200 mil a navios de bandeira espanhola que façam escala em portos americanos e restrições às importações de produtos espanhóis, incluindo seu principal produto de exportação, o azeite de oliva. Leia também: ‘Na Espanha, não exageramos na reação a Trump’, diz secretária de Comércio Trump ordena suspensão do comércio com a Espanha por gastos da Otan e guerra com o Irã Espanha diz que Trump suavizou discurso após saber de contribuições de Madri para a Otan

A comissão afirmou que a Espanha criou condições desfavoráveis ao transporte marítimo americano ao negar acesso a três embarcações dos EUA em 2024 que, segundo autoridades espanholas, transportavam cargas relacionadas à guerra de Israel em Gaza.

As medidas propostas também abrangeriam importações de produtos como cosméticos, óleos e cerâmicas, três das principais exportações da Espanha para os EUA, conforme um comunicado publicado pela agência nesta quarta-feira.

As medidas ainda não estão em vigor e estão sujeitas a um período de 60 dias para comentários públicos.

Embora a investigação tenha sido iniciada durante o governo do ex-presidente americano Joe Biden, as propostas representam o primeiro plano concreto de medidas comerciais contra a Espanha desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou pela primeira vez, no ano passado, romper as relações comerciais com o país devido a seus compromissos de gastos com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e à sua posição sobre a campanha militar israelense em Gaza e a guerra contra o Irã liderada pelos EUA.

Após investigar relatos de práticas portuárias restritivas adotadas pela Espanha, a Comissão Marítima Federal concluiu que o país "criou condições desfavoráveis de transporte marítimo para embarcações de bandeira americana".

A disputa tem origem na recusa da Espanha em permitir que três embarcações americanas que transportavam cargas destinadas a Israel ou provenientes do país atracassem em portos espanhóis. A Espanha afirmou que estava cumprindo as leis espanholas, da União Europeia e internacionais que regulamentam produtos de defesa e de uso duplo.

O governo espanhol afirmou nesta quarta-feira que está analisando as conclusões da Comissão Marítima Federal e as possíveis implicações das medidas propostas, e que "defenderá seus interesses e os de suas empresas, em coordenação com a Comissão Europeia e os Estados-membros".

O governo afirmou que continua comprometido com uma relação econômica e comercial sólida com os EUA. Garrafas de azeite de oliva extravirgem da marca Pompeian, exportadas para os Estados Unidos, na fábrica da produtora espanhola de azeite Dcoop, em Antequera, na Espanha REUTERS/Jon Nazca

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