Abastecer com etanol é economicamente vantajoso em 11 unidades da Federação, considerando a regra tradicional de que o biocombustível compensa quando custa até 70% do preço da gasolina. O número sobe para 24 unidades federativas quando considerado o limite de 75%, que pode ser vantajoso para veículos flex mais eficientes. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), referentes à semana de 11 a 17 de outubro de 2026. A competitividade do etanol é favorecida pela maior oferta do biocombustível no mercado brasileiro, enquanto a gasolina permanece em um patamar elevado de preços. A diferença faz com que o combustível vegetal seja uma alternativa mais econômica em grande parte do país. Apenas Amapá, Sergipe e Rio Grande do Norte apresentam uma relação de preços superior a 75%. if("undefined"==typeof window.datawrapper)window.datawrapper={};window.datawrapper["pyosL"]={},window.datawrapper["pyosL"].embedDeltas={"100":1574,"200":1429,"300":1369,"400":1343,"500":1326,"600":1300,"700":1300,"800":1300,"900":1300,"1000":1300},window.datawrapper["pyosL"].iframe=document.getElementById("datawrapper-chart-pyosL"),window.datawrapper["pyosL"].iframe.style.height=window.datawrapper["pyosL"].embedDeltas[Math.min(1e3,Math.max(100*Math.floor(window.datawrapper["pyosL"].iframe.offsetWidth/100),100))]+"px",window.addEventListener("message",function(a){if("undefined"!=typeof a.data["datawrapper-height"])for(var b in a.data["datawrapper-height"])if("pyosL"==b)window.datawrapper["pyosL"].iframe.style.height=a.data["datawrapper-height"][b]+"px"});
A referência tradicional para avaliar a vantagem econômica do etanol é de 70% do preço da gasolina, uma vez que o biocombustível tem menor poder calorífico e, em geral, proporciona menor autonomia por litro. Entretanto, a proporção varia conforme a eficiência do motor. Em veículos flex mais modernos, o etanol pode compensar mesmo quando seu preço corresponde a até 75% do valor da gasolina. A maior disponibilidade de etanol está relacionada à expansão da produção brasileira de cana-de-açúcar e milho, que está em trajetória de alta após safras recordes. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a produção nacional do biocombustível deve alcançar 41,88 bilhões de litros na safra 2026/27, alta de 11,7% em relação ao ciclo anterior. A gasolina, por sua vez, permanece em um patamar elevado, apesar da relativa estabilidade recente nas bombas, em um cenário de pressão das cotações internacionais do petróleo e dos custos de refino e distribuição. As diferenças regionais também influenciam a competitividade. Estados próximos aos principais polos produtores de etanol, concentrados no Centro-Sul, tendem a registrar preços mais baixos em razão dos menores custos de transporte e distribuição. Mato Grosso, São Paulo e Goiás apresentam as menores relações entre o preço do etanol e o da gasolina, de 60,3%, 60,7% e 62,1%, respectivamente. Em regiões mais distantes das usinas, como o Norte e parte do Nordeste, a necessidade de transportar o combustível por trajetos mais longos e as limitações da infraestrutura logística elevam o custo final. A conta tradicional, porém, pode estar defasada diante do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina. Desde 1º de agosto de 2026, o percentual obrigatório passou de 30% para 32%, conforme decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética). Como o etanol possui menor conteúdo energético, a mudança reduz a energia disponível por litro de gasolina e pode ampliar a vantagem do biocombustível.
Poder 360