Estudantes e trabalhadores protestam na Grécia, 'como na França'

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Fonte da notícia: Folha de Pernambuco Folha de Pernambuco

Estudantes, professores e trabalhadores protestam nesta quarta-feira (21) na Grécia para denunciar o custo de vida e as deficiências do sistema educacional, em um movimento que apresentam como semelhante ao observado na França.

No meio do dia são esperadas mobilizações em Atenas e em Tessalônica, a segunda maior cidade do país, no norte.

"Na Grécia, como na França, reivindicamos uma educação pública e gratuita", disse à AFP Katia Koubousidou, presidente dos estudantes de Filosofia e Pedagogia da Universidade Aristóteles de Tessalônica.

Na noite de terça-feira (20), dezenas de estudantes acamparam na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, em Atenas, e em uma rua exclusiva para pedestres em Tessalônica, constatou a AFP.

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O sindicato de funcionários Adedy convocou ainda uma paralisação a partir das 11h, horário local (5h em Brasília), e uma manifestação em Atenas. Apesar dos recentes reajustes do salário mínimo na Grécia, atualmente não ultrapassa 920 euros líquidos (5.180 reais) por mês.

Alunos e professores do ensino médio protestam também contra a precariedade das infraestruturas e a falta de pessoal.

Os manifestantes exigem ainda um aumento dos gastos públicos em educação na Grécia, que em 2023 destinou a esse setor 3,3% de seu PIB, abaixo da média da UE (4,7%), segundo dados da Eurostat, a agência estatística europeia.

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