Após fala de Trump, Macron chama de 'estúpidos' comentários de outros líderes sobre protestos na França

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Fonte da notícia: CBN CBN

O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou duramente os comentários na qual chamou de 'inaceitáveis' e 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre os protestos e tumultos na França, os acusando de 'fazer campanha às nossas custas'. Em declarações à imprensa em Doha, Macron, visivelmente irritado, disse estar frustrado com a 'manipulação visível de informações' sobre os acontecimentos na França, 'que foram inaceitáveis ​​e estúpidas por parte de muitos, inclusive de líderes estrangeiros'. 'Por exemplo, vimos imagens geradas por inteligência artificial retratando cenas que nunca ocorreram na França. Algumas pessoas chegaram a afirmar que fomos invadidos por hordas de imigrantes e islamitas – o que é completamente falso'. O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu isso explicitamente e repetidamente, e vários líderes da UE disseram coisas semelhantes, ligando os protestos à migração, incluindo Péter Magyar, da Hungria, e Donald Tusk, da Polônia. Trump disse que a culpa era de 'comunistas e imigrantes' pelas manifestações violentas, com brigas contra policiais. Macron disse estar particularmente irritado com líderes políticos, 'seja na nossa região ou do outro lado do Atlântico, que ingenuamente repetem afirmações geradas por inteligência artificial ou ecoam narrativas que certos círculos propagam... é evidente que estão fazendo campanha às nossas custas'. Ele disse que esses comentários 'revelam quem ama a França e quem não ama'. Macron afirmou que se reunirá com ministros e autoridades de inteligência em seu retorno na quinta-feira (22) para obter um 'relato detalhado' do ocorrido e dos preparativos para os protestos deste fim de semana. Destacamento policial para novas manifestações na França será 'massivo', diz premiê Confronto entre manifestantes e policiais em Marselha, na França. Thibaud Moritz/AFP O destacamento policial para as novas manifestações previstas para sábado 'será massivo', anunciou Sébastien Lecornu, premiê do país, perante a Assembleia Nacional, reconhecendo que o destacamento de 17 de outubro foi 'muito estático e pouco dinâmico'. 'O Ministro do Interior já deu instruções às prefeituras', acrescentou o Primeiro-Ministro, em resposta ao presidente do grupo Les Démocrates, Marc Fesneau. Segundo o ministro do Interior, Laurent Nuñez, será intensificado para o dia 24 de outubro 'quando a doutrina será revista em termos de recursos, em volume, claro, em termos de forças mobilizadas e em termos de capacidade de resposta, mobilidade, para ir e atacar, impactar esses grupos que dispersam as forças de segurança de uma maneira extremamente planejada'. Além disso, a polícia de Paris proibiu o porte de galões de gasolina ou gás após os tumultos do fim de semana. O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta terça-feira (20) toques de recolher parciais em diversas cidades do país, inclusive em parte de Paris. A situação acontece após admissão do governo de que a polícia 'perdeu o controle' durante os protestos do fim de semana em todo o país. Lecornu afirmou após uma reunião de emergência do gabinete na segunda-feira que estava 'totalmente determinado a restabelecer a ordem pública'e que havia defendido a implementação de toques de recolher 'locais e parciais', se necessário. Ele disse que 'não havia qualquer possibilidade' de impor um toque de recolher total em cidades inteiras. Confrontos entre manifestantes e polícia em Nice, na França. VALERY HACHE / AFP

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