Episódio na Lycée Molière provocou reações de alunos e professores Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Um estudante da escola internacional francesa Lycée Molière, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro, desenhou uma suástica nazista durante uma atividade escolar e provocou reação entre alunos e professores. Nas mensagens, também é comentado que o episódio aconteceu em um ambiente de tensão entre docentes, famílias e direção da escola.
São mencionado também conflitos que envolveram os mesmos alunos e a saída de um professor no primeiro semestre. A saída, de acordo com as mensagens, aconteceu após desentendimentos com estudantes e com a administração da escola.
O professor teria deixado a instituição e voltado para a França. Em nota enviada à coluna de Anselmo Gois, do O Globo, a escola afirmou que tem compromissos com a liberdade, tolerância e pluralismo.
Leia a nota na íntegra: “O Lycée Molière é uma instituição francesa internacional sem fins lucrativos comprometida com os valores da liberdade, da igualdade, da tolerância, do pluralismo e da luta contra todas as formas de discriminação”.
“Nossa posição é inequívoca. Cada aluno deve poder estudar em nossa instituição em um ambiente de confiança e segurança, independentemente de sua origem, cor da pele, religião, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência, convicções ou opiniões políticas”.
“Por sua própria natureza, a escola e sua comunidade acadêmica repudiam toda e qualquer ideologia que vá contra valores básicos de nossa existência, como diversidade, respeito ao próximo, tolerância e diálogo”. “No caso em questão, ao identificar os dois alunos que participaram do ato de vandalismo, a escola informou suas famílias do ocorrido e suspendeu ambos imediatamente”.
“O aluno que fez o desenho e seus responsáveis foram convocados a participar de reunião com uma comissão educativa, formada por representantes da direção, do corpo docente, dos pais e dos alunos”. “A comissão decidiu que o referido aluno terá que participar de uma série de atividades de reflexão e conscientização sobre ideologias totalitárias e que ele deverá receber um acompanhamento escolar nos próximos meses”.
“A escola esclarece ainda que, diferentemente da informação que circulou e foi passada à imprensa, não houve vandalismo de nenhuma obra de arte, tampouco qualquer relação do ocorrido com racismo” “O material danificado era um material de ciência elaborado por alunos e não uma obra da artista plástica Marcela Bonfim”.
“A comunidade acadêmica do Lycée Molière reforça seu repúdio em relação ao ocorrido e reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente escolar exigente, diverso e inclusivo” Camila Eloisa é jornalista em formação, integrante do Núcleo Nacional do ND Mais, e escreve sobre o que há de mais importante no Brasil e no mundo.
Produz matérias de utilidade para o cotidiano dos leitores, envolvendo serviços, prazos, economia, política e segurança, unindo últimas notícias e informações qualificadas. Estudante da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), trabalha na área desde 2021 e teve passagem por assessoria de comunicação e pela Rádio Udesc FM, onde foi locutora e repórter.
Já participou da cobertura das enchentes em Santa Catarina, em 2023, e do podcast "Além das quatro linhas", premiado na Expojor (Exposição de Pesquisa e Produção Experimental em Jornalismo), da UFSC. Também acumula experiência em produção executiva e montagem de documentários.
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