Estrela em ascensão do Partido Democrata, Jon Ossoff é reeleito senador pela Geórgia, segundo projeções

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O democrata Jon Ossoff manteve, nesta terça-feira, sua cadeira no Senado americano pelo estado da Geórgia, segundo projeções da imprensa. As emissoras americanas CNN, NBC News e CBS News apontaram a vitória de Ossoff contra o deputado republicano Mike Collins.

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Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países Aos 39 anos, ele derrotou Collins, candidato apoiado pelo presidente Donald Trump, e se tornou o primeiro democrata a conquistar um segundo mandato completo no Senado pela Geórgia desde 1990.

A vitória era considerada decisiva para os democratas, que precisavam manter a cadeira para ter alguma chance realista de conquistar o controle da Casa. O resultado também evidencia a força política de Ossoff em um estado onde Trump venceu as eleições presidenciais de 2024.

A Geórgia era considerada um lugar em que eleitores poderiam dividir seus votos entre as disputas para o Senado e para o governo estadual. Até agora, a ex-prefeita de Atlanta Keisha Lance Bottoms, também democrata, mantém uma vantagem mais apertada sobre o republicano Rick Jackson na corrida pelo governo.

A diferença sugere que parte dos eleitores que apoiaram Ossoff pode não ter votado em sua correligionária. Durante a campanha, o senador associou Collins à alta dos preços dos alimentos e dos combustíveis e à política econômica de Trump.

Também adotou um tom agressivo contra o presidente, com discursos que viralizaram nas redes sociais. Ossoff acusou Trump e sua família de corrupção e afirmou que o governo ameaçava a democracia americana.

Em ataques ao presidente e a seus aliados, usou expressões como "classe Epstein" e "máfia de Mar-a-Lago", que tiveram boa repercussão entre os democratas. A campanha também foi marcada por críticas de Ossoff ao histórico de Collins.

O senador o atacou por ter compartilhado, em 2024, um vídeo em que estudantes brancos insultavam uma colega negra com comentários racistas e por ter tido assessores que defenderam posições nacionalistas brancas e antissemitas. Collins afirmou ter condenado o racismo, o antissemitismo e o ódio.

O republicano também tentou apresentar Ossoff como um político elitista e distante da população, enquanto destacava sua experiência como proprietário de uma empresa de transporte rodoviário. Eleições nos EUA: Vantagem democrata entre hispânicos dispara com 'dupla traição' de Trump na imigração e no custo de vida

Ossoff chegou ao Senado em 2021, após uma eleição que também garantiu a vitória do democrata Raphael Warnock. Considerado um dos nomes em ascensão no Partido Democrata, ele é apontado como possível candidato à Casa Branca em 2028.

Durante a campanha, porém, negou interesse em disputar a Presidência e afirmou que pretende cumprir integralmente seu mandato de seis anos. (Com NYT e AFP)

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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