Esquerda precisa focar em soluções práticas para a vida do brasileiro, avalia Guilherme Cortez

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Em entrevista a CartaCapital, o deputado federal eleito ressaltou a importância da mobilização popular Mediante o clima golpista instaurado pelo não reconhecimento da legitimidade da reeleição de Lula (PT) pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), agravado ainda pela fuga do candidato derrotado aos EUA, o deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP) afirma que a esquerda precisa focar em soluções práticas para a vida do brasileiro.

Em entrevista à CartaCapital, o representante de uma renovação progressista na Câmara, cravou que “só falando de democracia como um bem abstrato […] a gente não avança”, sustentando que a prioridade deve ser o combate ao elevado custo de vida. Ao celebrar o fim da escala 6×1, uma das prioridades do governo Lula, o parlamentar ressalta que só foi possível avançar com a matéria com a mobilização popular: “A gente conseguiu uma maioria social em torno dessa pauta que emparedou um Congresso onde nós também éramos minoria, que foi forçado a aprovar e deixou a extrema-direita na defensiva”.

Em 2027, entretanto, o desafio será ainda maior para a ala progressista, com uma maioria expressiva da bancada do PL no Congresso. Este ano, a legenda que abarca a família Bolsonaro elegeu 121 deputados e 29 senadores, sendo a maior bancada de um partido desde 1985.

Além disso, o partido ainda vai comandar seis estados. Diante deste cenário, Cortez propõe que a esquerda faça uma aliança para isolar a extrema-direita: “Eles têm a maior bancada, mas não têm maioria sozinhos — pelo menos na Câmara não têm.

Você precisa buscar um meio de isolamento que a esquerda não vai conseguir fazer sozinha; vai precisar buscar acordo com outros setores do Congresso”. Em relação à juventude, recorte mobilizador dos levantes pró-Lula após o primeiro turno, o deputado indica que ainda é preciso trabalhar para organizar a juventude progressista e fazer frente à direita.

“Precisamos fazer uma disputa de futuro, de projeto e ideológica, apresentando uma saída para essa geração, e resolver os problemas concretos do custo de vida astronômico”. “Espero que a gente não se esqueça desse aprendizado coletivo e que todo mundo que esteve nesse exército [de Lula], na rua, nas universidades ou nos fã-clubes de cantores organizados pela democracia mantenha essa pulsão forte, acesa e ativa para tudo o que precisaremos fazer daqui em diante”, conclui o parlamentar.

Assista à entrevista completa no canal de CartaCapital no YouTube: João Victor Sampaio Estudante de Jornalismo na Cásper Líbero.

Estagiário de Redação de CartaCapital baseado em São Paulo, com foco em política, tecnologia e sociedade. Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo.

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Publicação Original Carta Capital cartacapital.com.br
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