Esquenta a briga pelo conselho da dona de Tok&Stok e Mobly

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Acionistas minoritários do Grupo Toky — dono de Tok&Stok e Mobly e que está em recuperação judicial — estão se mobilizando para tentar emplacar um nome independente no conselho da empresa de decoração. A batalha vai ser travada na próxima sexta-feira, quando a Toky vai realizar assembleia de acionistas que vem sendo alvo de denúncias por parte daqueles mesmos minoritários.

A iniciativa é de um grupo com 34 acionistas que dizem representar 6,11% do capital da Toky. Eles lançaram pedido público de procuração em busca da adesão de outros acionistas à sua estratégia: rejeitar a proposta da administração de formar um conselho com apenas seis integrantes e aprovar a composição com sete membros.

Eles propõem a eleição da advogada Caroline Cobuci Melila como conselheira independente, por meio do mecanismo de voto múltiplo, que permite aos investidores concentrar os votos em um só candidato, em vez de eleger a chapa apresentada pela administração da Toky. Os minoritários acusam a administração de conflito de interesses, argumentando que candidatos ao conselho apresentados pelos controladores incluem executivos que deveriam ser fiscalizados pelo board.

No documento, os minoritários tecem críticas duras ao conselho da Toky. “Nos últimos doze meses, fatos graves ocorreram na companhia sem que o conselho os fiscalizasse ou os explicasse aos acionistas.

Três deles bastam: a oferta pública que o estatuto exige de quem ultrapassa 20% do capital, e que nunca foi feita nem cobrada; a conversão de debêntures de dezembro de 2025, que diluiu os demais acionistas em 31,7% em um único dia, aprovada em reuniões cujas atas até hoje não foram divulgadas; e demonstrações financeiras sobre as quais o próprio auditor independente se recusou a concluir”, escreveram os acionistas.

— O pedido público de procuração é fundamental para a defesa de interesse de acionistas minoritários. No entanto, muitas companhias fazem o que podem e o que não podem para inviabilizá-lo, como tem sido o caso aqui — critica o advogado Felipe Demori Claudino, cujo escritório Demori Claudino representa os minoritários na disputa.

A propósito, o colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decide hoje sobre pedido feito, ainda em setembro, por esses mesmos minoritários. Eles contestavam a realização da assembleia marcada para sexta-feira, afirmando que a Toky retirou seis temas da pauta, entre eles proposta de ação de responsabilidade contra conselheiros.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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