Por mais bem-sucedida que seja, a mobilização digital da campanha à reeleição do presidente Lula (PT) para compensar a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno não é capaz de competir com o que o filósofo e cientista social Marcos Nobre chama de Partido Digital Bolsonarista (PDB). Uma legenda tradicional, como o PT, pode até se “digitalizar”, no sentido de aprimorar o uso das redes como ferramenta política, ele pondera, mas o PDB já nasceu on-line e opera segundo a lógica das redes, onde hierarquias são contestadas o tempo todo. A força do PT pode, inclusive, dificultar a formação de um partido digital de esquerda, avalia o professor de filosofia política da Unicamp, em entrevista ao GLOBO: “O partido digital não vai nascer se tiver que pedir a bênção do PT. Se nascer independentemente, entrará em conflito com ele pela liderança do progressismo”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Entrevista: 'O partido digital da esquerda não vai nascer com a benção do PT', diz o cientista social Marcos Nobre
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