Entre humanos

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Fonte da notícia: Epoca Negócios Epoca Negócios

Faz um tempo que a inteligência artificial está entre nós. Nos escritórios, a tecnologia ajuda em uma série de tarefas: faz atas de reunião, resume relatórios, elabora apresentações e facilita a busca por informação.

Na prática, funciona até aqui como uma assistente que turbina a produtividade. Mas isso já começa a mudar.

No futuro do trabalho, a IA será muito mais do que uma ferramenta. Será sua próxima colega de equipe.

A era dos agentes começa agora. Esses sistemas autônomos baseados em grandes modelos de linguagem são capazes de tomar decisões sozinhos, executar tarefas e só recorrem a um ser humano diante de situações que não conseguem solucionar.

Embora ainda estejam chegando às grandes empresas, os agentes prometem uma revolução organizacional nos próximos anos. Como sabemos, revoluções não são períodos tranquilos.

Nesta edição, mostramos o potencial dos agentes de IA e como as empresas podem se preparar para aproveitar as oportunidades sem se perder na avalanche de mudanças que vem pela frente. Trazemos casos bem-sucedidos de organizações que adotaram a tecnologia.

Algumas lições já ficaram claras. Trabalhar com agentes não é como comprar um novo software.

Exige uma mudança de cultura e até da maneira como imaginamos uma equipe. É preciso redesenhar funções, requalificar funcionários e reorganizar a estrutura.

Além disso, engana-se quem pensa que quanto mais sofisticada fica a tecnologia, menos necessários se tornam os funcionários. Ao contrário.

O humano ganha relevância. As empresas que irão conquistar os melhores resultados serão aquelas que entenderem que inovação e gestão de pessoas não podem caminhar separadamente.

Em 2026, 5.897 organizações se inscreveram para participar da 30ª edição do GPTW, realizada numa parceria de Época NEGÓCIOS e Valor Econômico. A pesquisa elegeu as 175 melhores empresas para trabalhar no Brasil.

As campeãs se destacam tanto na adoção das novas tecnologias quanto no cuidado com o que é essencialmente humano: desenvolvimento, propósito e qualidade das relações. A consequência? As vencedoras tiveram em 2025 um crescimento médio do faturamento de 12,3% em relação a 2024, enquanto o PIB brasileiro subiu 2,3% no mesmo período.

Esta edição fala de inteligência artificial, mas fala também de gente. De como vamos trabalhar, aprender, liderar e encontrar nosso lugar em organizações redesenhadas pela tecnologia.

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