Foi acionado pela Bolsa de Valores brasileira nesta segunda-feira (26) o circuit breaker, após uma alta de mais de 12% no dólar e mais de 8% no euro registrada, além da queda de ações futuras. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações quando o Ibovespa registra queda de 10%.
A preocupação principal é com o controle dos gastos públicos. Os contratos futuros do real registraram queda de cerca de dez por cento nas negociações internacionais após a vitória de Lula.
Segundo a Reuters, o recuo ocorreu durante a sessão asiática. Na Bolsa de Tóquio, um fundo de ações brasileiras caiu 15%.
Nos Estados Unidos, o ETF EWZ chegou a perder 19% nas negociações fora do horário regular. Nas negociações internacionais, os contratos futuros chegaram a indicar valores próximos de cinco reais e sessenta centavos.
Os investidores aguardam sinalizações do governo Lula sobre o controle dos gastos e a equipe econômica. O que é circuit breaker na Bolsa de Valores?
Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) Danilo Fernandes/Brazil Photo Press/Agência O Globo
O circuit breaker é um mecanismo de proteção adotado pelas bolsas para conter quedas bruscas e desorganizadas. No Brasil, a B3 (Bolsa de Valores de São Paulo) aplica o sistema com base na variação do índice Ibovespa, o principal indicador do mercado.
O funcionamento é escalonado: Se o Ibovespa cai 10% em relação ao fechamento anterior, as negociações são suspensas por 30 minutos.
Se a queda continua e atinge 15%, há uma nova interrupção de 1 hora. Caso o índice recue 20%, a bolsa pode interromper os negócios pelo restante do dia.
Esse mecanismo visa conter o pânico e permitir que investidores e instituições financeiras avaliem o cenário com mais racionalidade, evitando decisões impulsivas em meio ao caos. Um exemplo marcante do uso do circuit breaker ocorreu em março de 2020, durante o início da pandemia da Covid-19.
Em meio ao colapso global provocado pela crise sanitária, o mecanismo foi acionado seis vezes em menos de um mês.
CBN