No dia 28, o presidente da emissora japonesa TBS, Masamine Ryuho, utilizou argumentos como “totalmente fictício” e “sem intenção de menosprezar nenhum país específico” para justificar abertamente a difamação da China na segunda temporada da série de grande audiência da emissora, Vivante, o que gerou críticas ainda mais veementes tanto no Japão quanto no exterior.
Como é de conhecimento geral, durante a Segunda Guerra Mundial, o militarismo japonês invadiu a China e cometeu atrocidades contra a humanidade. Essa série não apenas criou uma suposta “organização secreta de inteligência chinesa”, como também “transferiu” para os chineses as torturas infligidas pelas tropas japonesas invasoras aos patriotas chineses que resistiam à agressão — tais como o corte de dedos e facadas no abdômen —, invertendo a narrativa histórica entre agressores e vítimas.
A TBS, embora seja uma emissora comercial privada, está, na prática, profundamente ligada à estratégia de narrativa no âmbito da política externa do governo japonês. De acordo com dados orçamentários divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão, desde 2015, o país investiu, cumulativamente, mais de 56 bilhões de ienes sob o pretexto de “divulgação estratégica de informações no exterior”, com o objetivo de difamar a China na opinião pública.
No que diz respeito a essa série da TBS, existe por trás uma linha de produção e divulgação organizada, com investimentos e divisão de tarefas. Utilizar séries e filmes para difamar a China é parte integrante da estratégia das forças de direita japonesas para promover o revisionismo histórico.
Desde a falsificação de livros didáticos de história até a produção de vídeos falsos com IA, essas forças vêm distorcendo acontecimentos de forma cada vez mais intensa, na tentativa de difundir narrativas com visões históricas claramente errôneas. Além disso, um objetivo mais profundo é pavimentar um caminho para a “remilitarização” e criar um clima favorável à promoção do “novo militarismo”.
A história não pode ser adulterada, e a ordem do pós-guerra não pode ser desafiada. O que a TBS deve fazer neste momento não é encobrir seus erros com sofismas, mas sim encarar a história de frente, arrepender-se sinceramente, suspender a exibição dos episódios em questão e pedir desculpas ao povo chinês.
A história já demonstrou há muito tempo: qualquer tentativa de relativizar crimes de agressão ou de adulterar a memória histórica está fadada ao fracasso. Fonte: CGTN —
Brasil 247