O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana do Recife (RMR), apresentou alta de 0,65% em setembro de 2026. O resultado ficou 0,17 ponto percentual abaixo da variação de 0,82% registrada no Brasil.
No acumulado de janeiro a setembro, porém, a situação se inverte: a inflação no Grande Recife chegou a 4,12%, ficando 0,17 ponto percentual acima dos 3,95% acumulados no país. Entre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o índice, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior variação mensal na RMR veio de habitação, com alta de 3,38% em setembro, seguida por vestuário, com 1,74%.
O grupo relacionado à habitação reúne despesas ligadas à manutenção e ao funcionamento da moradia, enquanto vestuário corresponde às compras relacionadas a roupas, calçados, fardamentos, entre outros. Quando se amplia a observação para o período de janeiro a setembro, os dois grupos que lideraram as altas mensais apresentam trajetórias distintas.
Habitação acumulou aumento de 4,13% no ano na RMR, enquanto Vestuário avançou 4,47%. Dessa forma, embora a elevação mensal de habitação tenha sido quase o dobro da observada em Vestuário em setembro, no acumulado do ano o vestuário registrava aumento maior, com diferença de 0,34 ponto percentual entre os dois grupos, em que pese que seu impacto no resultado final do índice geral é de 5,9%, e habitação tem peso de 13,3%.
Saúde e cuidados pessoais, por outro lado, tiveram o menor resultado mensal entre todos os grupos na RMR, com queda de 0,23% em setembro. Já no acumulado do ano, o menor percentual entre os nove grupos da RMR foi registrado em Artigos de residência, com alta de 2,34% entre janeiro e setembro.
@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@ Saúde e cuidados pessoais, apesar de apresentar a maior queda mensal em setembro, acumulava alta de 5,68% no ano, a maior variação acumulada entre os nove grupos apresentados para a RMR.
INPC Com relação a outro índice de preços, relacionado a retratar à evolução do custo de vida das famílias de menor rendimento, isto é, com objetivo acompanhar o poder de compra de famílias com até no máximo 5 salários mínimos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) da Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentou alta de 0,71% em setembro de 2026.
O resultado ficou 0,11 ponto percentual abaixo da variação de 0,82% registrada para o Brasil. No acumulado de janeiro a setembro, o movimento foi inverso: o INPC chegou a 4,38% na RMR, resultado 0,37 ponto percentual superior aos 4,01% observados nacionalmente.
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, mais uma vez a habitação apresentou a maior variação mensal na RMR em setembro, com alta de 3,46%. Em seguida apareceu vestuário, com avanço de 1,85%.
A análise do acumulado de 2026 mostra que os dois grupos que lideraram as altas mensais tiveram comportamentos relativamente próximos. Habitação acumulou alta de 4,03% entre janeiro e setembro na RMR, enquanto vestuário registrou aumento de 4,19%.
Dessa forma, apesar de habitação ter apresentado uma alta mensal bem mais intensa em setembro, mais uma vez no acumulado do ano vestuário ainda registrava variação maior (0,16 p.p.). E saúde e cuidados pessoais apresentou, da mesma forma vista no IPCA, a menor variação mensal entre todos os grupos na RMR, com queda de 0,56% em setembro.
*Com informações da assessoria de imprensa
Folha de Pernambuco