O preço do milho segue depreciado na bolsa de Chicago, e com pouco espaço para reação no curto prazo. Os contratos com entrega para dezembro fecharam a sessão desta segunda-feira (19/10) em queda de 1,53%, a US$ 4,67 o bushel. De acordo com análise da Royal Rural, o milho chegou hoje ao menor patamar em dois meses na bolsa. O recuo está relacionado com a forte redução das posições compradas (aposta na alta dos preços) dos fundos de investimento, com baixa de 25% em uma semana.
O segundo para a desvalorização do milho é o clima para as lavouras dos Estados Unidos.
“A previsão indica uma semana mais seca e favorável à colheita no Cinturão do Milho, permitindo avanço das máquinas e aumentando a expectativa de entrada de produto no mercado físico”, disse a Royal, em comunicado.
A Argentina também acrescentou pressão no mercado do milho. Produtores argentinos comercializaram aproximadamente 5,1 milhões de toneladas nas últimas cinco semanas, quase o dobro do volume habitual para o período. Isso aumenta a disponibilidade comercial e pode ampliar a concorrência para o milho nas exportações, de acordo com análise da consultoria. “Esse cenário pesa justamente em um momento em que Chicago já trabalha com percepção de oferta elevada. Os relatos de produtividade continuam variados, mas o clima favorável reduz o risco de novos atrasos na colheita”. Soja Prevalece a tendência de preços mais baixos para a soja na bolsa de Chicago. Os contratos para novembro fecharam em queda de 0,61%, para US$ 12,5350 o bushel. O pregão de hoje marcou o sexto recuo consecutivo para a oleaginosa, que se mantém desvalorizada em meio ao avanço da colheita em solos americanos. O mercado também vê com tranquilidade a aceleração do plantio 2026/27 no Brasil, que chegou a 26% da área, acima dos 24% semeados um ano atrás, segundo dados da AgRural. Trigo Os preços do trigo permaneceram em queda na sessão. Os contratos para dezembro recuaram 0,79%, para US$ 6,5525 o bushel.
Globo Rural