Cuba repudia manobra judicial dos Estados Unidos contra Raúl Castro

Cuba repudia manobra judicial dos Estados Unidos contra Raúl Castro - Foto
Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou nesta segunda-feira (19) o seu repúdio face a uma nova ação judicial instaurada em Miami contra Raúl Castro, líder da Revolução Cubana. O mandatário classificou a iniciativa como uma manobra política desprovida de validade jurídica ou de qualquer efeito prático para a ilha, destacou a Prensa Latina.

Através de uma publicação na rede social X, Díaz-Canel declarou que a medida se insere num “patético circo de Miami” com motivações eleitorais. Sublinhou ainda que as investidas contra o general do Exército esbarrarão sempre na firmeza do povo cubano em proteger a sua Revolução. Para o presidente, trata-se de um movimento “com roupagem legal” orquestrado por políticos anticubanos, cujo intuito é justificar o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto por Washington e a punição coletiva do país caribenho.

O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, juntou-se às críticas, caracterizando a ação como mais uma ofensiva promovida por setores anticubanos do sul da Flórida. Segundo o chanceler, tais atitudes demonstram o desgaste político de fações que, há décadas, sustentam uma engrenagem de agressão contra Cuba com base naquilo que considera serem acusações infundadas.

As reações oficiais surgem na sequência da emissão de um novo mandado de captura por uma juíza de Miami. A ordem judicial está relacionada com o abate de duas aeronaves do grupo Hermanos al Rescate (Irmãos ao Resgate), ocorrido em fevereiro de 1996. A medida, comunicada pelo procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, vem somar-se a outros processos já movidos nos EUA contra o líder histórico e outros cidadãos cubanos pelos mesmos episódios.

Em maio deste ano, Cuba já havia rejeitado as acusações federais sobre o caso, argumentando que o governo norte-americano não possui jurisdição nem legitimidade para julgar atos estritamente ligados à defesa da soberania nacional.

A posição oficial de Havana reitera que os aviões em causa violaram de forma constante o espaço aéreo do país e recorda que as autoridades cubanas denunciaram estas incursões durante vários anos junto dos órgãos dos EUA e da Organização da Aviação Civil Internacional. O governo de Cuba sustenta que a sua intervenção esteve amparada pelo direito à legítima defesa, pela salvaguarda da soberania do seu espaço aéreo e pelos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e na Convenção de Chicago de 1944.

Por fim, as autoridades da ilha denunciam que estas ações judiciais integram a política de hostilidade continuada dos Estados Unidos contra Cuba, servindo como uma tentativa de legitimar a manutenção do bloqueio vigente há mais de seis décadas.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site Brasil 247