Em Milão, lojas fecham por receio de tumultos; governo prepara reação a protestos

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Fonte da notícia: Valor Valor

As lojas na região central de Milão, a capital financeira e da moda na Itália, fecharam as portas mais cedo nesta segunda-feira e parte delas cobriu as vitrines com proteção, após dois dias de protestos que envolveram confrontos de manifestantes com a polícia, vandalismo e saques. Leia também: Onda de violência em protestos na França pressiona Macron e expõe falhas na segurança Protestos causam destruição na França e se espalham pela Europa Macron rejeita renúncia de ministro do Interior após tumultos na França

A maioria das lojas na Via Montenapoleone, o distrito comercial de luxo na cidade, com marcas como Chanel, Tiffany e Dior, removeu produtos das vitrines por precaução, enquanto a polícia fazia a ronda pela rua e apenas um punhado de turistas percorria a região.

Manifestantes encapuzados, muitos dos quais aparentando ser menores de idade, colocaram fogo em lixeiras e saquearam o centro da cidade no fim de semana, após uma manifestação iniciada de forma pacífica no sábado, em que os pontos centrais foram a elevação do custo de vida e a má qualidade dos serviços públicos.

Entre as lojas saqueadas estão as varejistas Decathlon e Arc'teryx, bem como a operadora de telefonia móvel Vodafone. Lojas como Levi's, Under Armour e a própria Decathlon cobriram suas vitrines com papelão e painéis de madeira para evitar depredação.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenou a violência e realizou nesta segunda-feira uma reunião do gabinete e com autoridades de segurança para discutir a situação. A Itália terá eleições no próximo ano.

Uma fonte disse que o governo está avaliando a introdução de medidas para prevenir e enfrentar os episódios de violência nas manifestações, e a expectativa é de que propostas concretas venham a ser apresentadas em nova reunião, amanhã.

De acordo com o jornal Corriere della Sera, Melloni estaria considerando estender a possibilidade de prisão preventiva a menores de idade e outras iniciativas para lidar com a delinquência juvenil organizada em grupos, adiantando assim algumas provisões em projeto de lei já em análise no Parlamento.

A polícia italiana disse que 271 jovens foram detidos em Milão no domingo, entre os quais 23 menores e 13 estrangeiros. Dos que foram levados a distritos policiais, 32 continuam presos.

Os protestos do fim de semana também ocorreram em outras cidades do norte da Itália, como Bolonha, Brescia, Bergamo e Turim, onde 28 manifestantes foram presos, de acordo com relatório da polícia no domingo. A onda de protestos na Europa começou pela França, com manifestações de jovens por melhores condições para a educação, e se espalhou por outros países, como Bélgica e Itália.

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