Em uma sessão marcada pela aversão ao risco e pela rotação para fora do setor de tecnologia, as bolsas americanas encerraram em forte queda. Os resultados trimestrais da Meta e Tesla foram incapazes de dar continuidade à recuperação das ações das empresas de tecnologia e fizeram reviver os temores do mercado com relação aos gastos com inteligência artificial (IA). O forte avanço dos preços do petróleo também contribuiu para a queda das bolsas, com a referência global, o Brent, atingindo o maior valor desde maio.
O índice Dow Jones encerrou praticamente estável, com alta marginal de 0,02%, aos 52.866,49 pontos; o S&P 500 recuou 1,21%, aos 7.663,37 pontos, e o Nasdaq caiu 2,60%, aos 26.008,86 pontos, refletindo as perdas dos setores de tecnologia (-3%) e comunicação (-3,02%).
A Meta cedeu 6,98%, mesmo superando as estimativas de lucro do mercado, após apresentar fluxo de caixa livre negativo e elevar o piso dos investimentos para o resto do ano — além disso, também pesou sobre os papéis da empresa a notícia de que terá de pagar US$ 25 bilhões, por determinação da Justiça do Novo México, após um júri concluir que a companhia de Mark Zuckerberg enganou consumidores em um processo relacionado à obtenção de dados de usuários do Facebook pela Cambridge Analytica em 2016.
A Tesla caiu 3,08%, depois de ter registrado lucro operacional abaixo das estimativas do mercado. Outros nomes do segmento de tecnologia também desempenharam mal, como Nvidia (-4,40%) e AMD (-8,10%).
A aversão ao risco levou os rendimentos dos Treasuries a cair com força em todos os pontos da curva a termo, refletindo a busca por ativos seguros. Nem mesmo o avanço dos preços do petróleo pressionaram as taxas, diante de um aumento do risco geopolítico e de oferta da commodity. O New York Times reportou que os Estados Unidos e Israel estão planejando novos ataques contra o Irã após as eleições de meio mandato (“midterms”), que ocorrerão em novembro.
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