Em live com Janones, Lula critica Meta e diz que empresa não pode enganar a humanidade

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Fonte da notícia: Carta Capital Carta Capital

Esta é a primeira vez que o petista participa de uma transmissão deste tipo Com referências a soldados, batalhas e inimigos, o presidente Lula (PT) convocou apoiadores a intensificar a mobilização digital contra Flávio Bolsonaro (PL) na reta final da eleição.

Em uma live com o deputado André Janones (Rede-MG) nesta quinta-feira 22, o petista chamou a campanha adversária de “exército do mal” e afirmou que o Brasil não pode ser governado por um “miliciano”. O encontro teve a participação de artistas e influenciadores, como as atrizes Marieta Severo, Leandra Leal e Camila Pitanga, a influenciadora Nath Finanças, o cantor Jão e o apresentador Serginho Groisman, e buscou estimular o engajamento de eleitores de diferentes faixas etárias antes do segundo turno, no domingo 25.

Esta é a primeira vez que o petista participa de uma transmissão deste tipo. “No nosso exército não tem limite, tem apenas vontade, tem apenas garra, tem apenas disposição de vencer. O nosso exército é movido por uma causa.

E a causa chama-se Brasil, chama-se democracia, chama-se a luta contra o feminicídio”, declarou Lula. O presidente também contrapôs a atuação de seus apoiadores à de grupos que, segundo ele, promovem o ódio e a violência.

“O nosso exército está em uma luta para construir uma sociedade harmoniosa, uma sociedade amorosa, uma sociedade, sabe, que constrói, não destrói. Uma sociedade que vai distribuir livro, vai distribuir cultura e não armas e nem ódio.

É esse exército que precisa derrotar o exército do mal”, afirmou. Durante a live, que reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas, disse ainda que China, Rússia e Estados Unidos ficariam “envergonhados” diante do tamanho da mobilização que pretende reunir.

A transmissão integra a estratégia digital da campanha petista, que utiliza canais de mensagens e personalidades públicas para ampliar o alcance de suas mensagens e estimular ações coordenadas nas redes sociais. O encontro ocorreu no mesmo dia em que o Datafolha divulgou pesquisa que apontou empate entre Lula e Flávio Bolsonaro, com 50% dos votos válidos para cada candidato.

Janones e o presidente comemoraram o resultado durante a transmissão. “É só o começo, a subida está vindo exatamente do jeito que a gente falou, em formato de onda”, disse o deputado.

A campanha de Flávio havia planejado a realização de uma live nesta quinta, mas a agenda foi cancelado porque hoje é aniversário da esposa do presidenciável, a dentista Fernanda Bolsonaro. Janones também organiza uma live para a sexta-feira, dia em que o senador e Lula se enfrentam no debate da TV Globo, o último antes do pleito.

Lula aproveitou a participação de artistas e influenciadores para pedir que mobilizassem seus públicos. Ao cantor Jão, o presidente pediu que dirigisse uma mensagem aos jovens e os incentivasse a participar da eleição.

“Levanta a bunda da cadeira, quero todo mundo junto para continuar construindo o Brasil que a gente quer”, disse o cantor. Marieta Severo, por sua vez, dirigiu-se aos eleitores mais velhos.

A atriz lembrou que o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos e defendeu que saiam de casa para participar da votação e contribuir para o país que desejam deixar aos filhos e netos. Ao conversar com a atriz, o candidato à reeleição afirmou que a disposição para defender uma causa é fundamental para manter a motivação ao longo da vida.

“O que faz a gente envelhecer é a falta de uma causa, é a falta de motivação”, disse. Na sequência, o presidente relacionou a mobilização dos idosos à disputa presidencial.

“A minha causa é de que esse País não pode cair na mão de um miliciano”, afirmou, em referência ao adversário. A ligação do presidenciável do PL com esses grupos que atuam no Rio de Janeiro têm sido resgatada pela campanha petista neste segundo turno.

Lula também citou políticas sociais ao defender a participação eleitoral dos mais velhos. Disse que os eleitores devem avaliar as propostas dos candidatos para aposentados, beneficiários do Benefício de Prestação Continuada, mães atípicas e pessoas autistas. “Você não pode ter o risco de votar em alguém que não quer aumentar o salário mínimo acima da inflação para quem é aposentado, que não quer aumentar o BPC para as pessoas idosas acima do salário mínimo”, declarou.

Wendal Carmo Repórter do site de CartaCapital no Nordeste Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu.

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